MILITARES IANQUES ESCONDEM
PROVAS DA MATANÇA DE CIVIS AFEGAOS

30 de Julho de 2002
Pouco depois do bombardeio de um casamento no Afeganistám, no início de Julho, forças norte-americanas chegárom ao local e apagárom as provas, de acordo com um informe preliminar da ONU (Organizaçom das Naçons Unidas), citado polo jornal "Times".
Segundo o jornal londrino,
este informe preliminar afirma que os investigadores da ONU nom encontrárom
nengumha arma, "nem nengumha confirmaçom" de que os avions
norte-americanos tivessem sido alvos de armas antiaéreas, desculpa
usada polos EUA para jogarem bombas contra centenas de civis inocentes que
participavam de umha festa de casamento. No ataque, perto da localidade de
Kajrakai, centro do Afeganistám, 118 pessoas ficaram feridas e 48 morrêrom,
entre elas muitas crianças.
O relatório da ONU contesta inclusive esses números e levanta a hipótese de um número muito maior de mortos, ocultados polos EUA. No documento, a estimativa é de cerca de 80 mortos.
O informe ressalta ainda
"distorsons" entre as afirmaçons das autoridades norte-americanas
e a realidade dos factos. "Baseado no documento, existem provas claras
de que houvo violaçons dos direitos humanos", reforça o
"Times".
As forças de coligaçom
chegárom rapidamente ao local do bombardeio e "limpárom
a zona, deixárom pedaços de obuses, balas, poças de sangue".
Algumhas mulheres tivérom as maos amarradas nas costas, acrescenta
o "Times", citando o relatório.
Segundo fontes da ONU (Organizaçom das Naçons Unidas), citadas polo "Times", o informe preliminar foi elaborado por "pessoas da ONU experientes e de reputaçom, que ficárom muito tempo na regiom e a conhecem bem".
Essas fontes sugerem que
os investigadores da comissom das Forças Armadas norte-americanas,
encarregadas de elucidar o caso, "se fingem de mortos, esperando que
o assunto seja esquecido", escreve o "Times".
As revelaçons do relatório da ONU azedárom ainda mais
a relaçom das forças políticas do Afeganistám
com o comando militar dos EUA. Algumhas facçons que integram o novo
governo afegao (sustentado e controlado polos EUA) ameaçam romper relaçons
com os Estados Unidos por causa do incidente.