COMO COM FRANCO!

O ESTADO ESPANHOL ATACA FRONTALMENTE OS DIREITOS DE ASSOCIAÇOM, DE REUNIOM, DE MANIFESTAÇOM E DE EXPRESSOM

2 de Setembro de 2002

O Governo autonómico basco acaba de proibir as manifestaçons convocadas para os próximos dias por cidadaos e cidadás particulares bascas contra a ilegalizaçom de Batasuna. Por seu turno, o juiz espanhol Baltasar Garzón comunicou, por meio de umha providência, que se devem proibir todas as mobilizaçons que sejam convocadas contra a ilegalizaçom da formaçom abertzale.

Em concreto, havia duas manifestaçons convocadas, umha para sábado em Donostia e umha outra para domingo em Bilbo. Ambas as duas fôrom proibidas polo Governo do PNV, EA e IU, ainda que Garzón foi mais longe ao obrigar a que sejam proibidas quaisquer mobilizaçons contrárias ao seu auto e à política do Governo espanhol no conflito que o enfrenta ao povo basco.

Confirma-se que novos passos podem ainda ser dados na perseguiçom do independentismo por parte do Estado espanhol. E isso apesar de que os próprios inquéritos elaborados polo sistema som incapazes de ocultar a posiçom da maioria do povo basco, que consultado após a ilegalizaçom se mostra contrário a semelhante medida, ao contrário do que opinam os cidadaos do resto do Estado, massa acrítica que ao parecer sim apoia de jeito maioritário a clandestinizaçom de Batasuna.

No caso do povo basco, ainda é mais claro o rejeitamento às actividades do juiz Baltasar Garzón contra o conjunto da esquerda abertzale.

Porém, a ofensiva continua imparável. À supressom do direito de associaçom, soma-se o de reuniom. Ertzainas e Guardias Civiles identificam e denunciam grupos de cidadaos que celebram reunions políticas em distintas vilas bascas.

Também o direito de manifestaçom fica agora derrogado, de aplicar-se a ordem do juiz Garzón, o que incide na impossibilidade de exercer o direito à livre expressom.

Nom podemos deixar de indicar que, contra o que alguns podam pensar, estas medidas e, sobretodo, o clima fascistóide imperante, terám também os seus efeitos no nosso país, na medida que a esquerda independentista ganhe em incidência social e incomode a ordem imperante.

De resto, nom esqueçamos que o Estado espanhol, os meios de comunicaçom ao seu serviço e os partidos do sistema estám "normalizando" actuaçons repressivas cujos precedentes devem ser buscados no franquismo.

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