CUBA
NA CONFERÊNCIA DA FAO: UMHA MINORIA PRIVILEGIADA É RESPONSÁVEL POLA CRESCENTE
FAME NO MUNDO

Durante
a Conferência da FAO (Organizaçom da ONU para a Agricultura e Alimentaçom),
que estásendo
realizada em Roma, Cuba classificou de genocídio a falta de alimentos que
atinge milhons de pessoas em todo o planeta. Para os cubanos, a culpa é
de umha minoria privilegiada que está empenhada em impor ao resto do mundo
umha ordem económica cada vez mais injusta, excluente e insustentável.
Atraso
na meta da ONU matará 720 milhons
"Existem
em todo o mundo hoje 815 milhons de famentos e isso é um crime. Os acordos
propostos há mais de seis anos estám cada vez mais difícies de serem cumpridos
e isso é umha vergonha", dixo o ministro do Exterior cubano, Felipe
Pérez Roque, ao fazer, ontem, a sua intervençom na plenária da Conferência
Mundial sobre Alimentaçom.
Pérez
assinalou que "em 1996, nesta mesma capital italiana, falou-se de que
até 2015 iria reduzir-se à metade o número de subnutridos no mundo e isso
mostrou ser nom só umha meta modesta, como um propósito, polo visto, inalcançável".
Pérez
Roque alertou que no rítimo actual seriam necessários mais de 60 anos para
alcançar o objetivo proposto anteriormente. E que esse "lapso"
matará de fame 720 milhons de pessoas; que a cada ano morrerám, por causas
evitáveis, 11 milhons de crianças menores de cinco anos e outros 500 mil
ficarám cegos por falta de vitamina A.
As causas do genocídio
As
causas desse genocídio encontram-se na imposiçom, ao resto do mundo, por
parte de umha minoria opulenta e privilegiada, de um sistema de relaçons
económicas internacionais cada vez mais injusto e excluente e cada vez mais
insustentável, ressaltou o chefe da diplomacia cubana.
O
breve discurso, dirigido fundamentalmente para chamar a atençom do mundo
industrializado, manifestou o respaldo do seu governo à coligaçom internacional
contra contra a fame, porém acusou de egoístas e insensíveis os que tenhem
condiçons de achegar recursos e nom o fam.
"O
dinheiro está nas maos de um pequeno número de países presentes nesta sala,
que constituem apenas 15% a populaçom mundial, que se desenvolvem às custas
de nosso sofrimento e nossa fame, e que som hoje os principais beneficiários
da atual ordem mundial", denunciou Pérez.
Depois
de perguntar "se esta Conferência será outro degrau na interminável
escada de promessas nom cumpridas", reconheceu como positiva a gestom
da Organizaçom da ONU para a Agricultura e Alimentaçom (FAO), e de seu director
geral, Jacques Diouf, e reclamou o apoio monetário para financiar projectos
de desenvolvimento.
As
sugestons cubanas
Na
sua opiniom, as dificuldades que enfrenta a FAO, para reunir apenas 500
milhons de dólares para ajudar a financiar a assistência técnica em países
do terceiro mundo, dam umha ideia de quanto egoísmo e insensibilidade ainda
é preciso vencer.
Como
alternativa para obter os 24 milhons de dólares anuais requeridos para reduzir
pola metade o número de famentos até 2015, sugeriu que se figesse um acordo
onde se cobrasse um imposto sobre os milhons de dólares que som gastos hoje
polas multinacionais em publicidade comercial.
Igualmente
propujo conseguir essa soma fazendo com que o imposto proposto incida sobre
os trilhons de dólares que som movimentados, diariamente, nas especulaçons
financeiras, e dedicando parte dos 350 bilhons destinados aos subsídios
agrículas em países desenvolvidos e os quase 400 bilhons que um só país
destina a operaçons militares.