Primeiralinha.org vem de receber este texto que polo seu interesse reproduzimos integramente.

O que nom se conta do Prestige
Os interesses pessoais de dous homes devastam a costa galega

Quando se conhece o acidente do petroleiro, o Delegado do Governo em Galiza, o ferrolano Arsénio Fernández de Mesa, pom-se em contacto com diferentes técnicos da sua confiança de Ferrol, tanto engenheiros navais do astaleiro IZAR (antiga BAZAN) como com professores de engenharia da faculdade de Engenharia Naval da Universidade de A Corunha em Ferrol.
As consultas som realizadas polo próprio Delegado do Governo e o seu assistente pessoal, o também ferrolano António Blanco.
Os técnicos indicam que a soluçom é remolcar o petroleiro à ria de Ferrol, dado que é extremadamente estreita na sua entrada e sem praticamente ondas, (o que seria idóneo para controlar o vertido no caso de partir-se o barco), aliás nesta ria acham-se as instalaçons necessárias para a reparaçom do petroleiro.
-O dique seco de IZAR, um dos maiores do mundo com 300 metros por 50 de capacidade.
-Também estám disponíveis as equipas dumha planta de desgasificaçom de barcos, especializada na limpeza de tanques de carburante.
-Equipas anti-contaminaçom marítima.

O Capitam Marítimo Ángel del Real confirma-lhe ao Delegado que esta soluçom é factível, embora nom recomendável.

Porque nom era recomendável para o Capitam Marítimo?
Ángel de Real acabava de ser nomeado "Presidente da Autoridade Portuária de Ferrol" e tomar esta decisom que el deveria ordenar poria em contra sua aos/às pescadores, mariscadoras, armadores, consignatários e em geral todos os operadores do porto de Ferrol, o que faria perigar o seu futuro neste cargo.

Que interesses tinha o Delegado do Governo?
Pola sua parte o Delegado do Governo, também é ferrolano e sempre tivo no seu ponto de mira ser candidato à presidência da Cámara de Ferrol, na que já foi vereador nos anos 80 e desde onde começou a forjar a sua carreira política impulsionado desde o Partido Popular de Ferrol, que o levou a ser deputado em Madrid durante três legislaturas e ao seu actual posto de Delegado do Governo.
Um petroleiro vertendo fuelóleo na ria da sua cidade natal, truncaria o seu futuro político. Nom era a cidade adequada a "sacrificar" em aras de toda Galiza. Melhor repartir o dano entre todos e buscar umha cabeça de turco.
O aliado do Delegado do Governo na mentira é num primeiro momento o Capitam Marítimo Ángel del Real, que em todo momento tenta centrar a atençom na impossibilidade de utilizar o porto de A Corunha, mas sem citar em nengum momento o porto de Ferrol.

O futuro do Delegado?
No caso de saírem as cousas mal e ter que demitir, e abandonar a vida política, teria que retomar o seu emprego que "infelizmente" é de funcionário na Autoridade Portuária de Ferrol e para mais "desastre" um grupo D, já que carece de formaçom universitária, umha situaçom muito comprometida para um home implicado num desastre marítimo nesse porto.

Que fai o Ministro de Fomento?
O Delegado do Governo nom transmite umha informaçom completa ao ministro Álvarez Cascos para que adopte a decisom oportuna, já que no lhe informa da possível opçom do porto ferrolano, deixando como única opçom possível o afastamento do petroleiro.

Que passa após o afundimento?
Desde Madrid toma-se a decisom de deixar todo em maos de Mariano Rajoi, deslocando o protagonismo que estava tendo o Delegado do Governo. Fernández de Mesa vê perigar a sua cabeça e começa a sua manobra defensiva, necessitava umha cabeça de turco a quem sinalar com o dedo se fosse necessário e pom os seus olhos em Ángel del Real desde que começa a recabar informaçom do seu passado que lhe poda ser de utilidade, encontrando-a; Ángel del Real desfrutou no passado de altos cargos em Asturies das maos do PSOE. Imediatamente esta informaçom é remitida a todos os altos cargos do PP de Galiza e ao próprio ministro Álvarez Cascos, que é asturiano e nunca veria com bons olhos a um ex "socialista" de Asturies num alto cargo da administraçom do PP.
Em definitiva, o futuro político de um home chamado Arsénio Fernández de Mesa e a carreira profissional de Ángel del Real tenhem sido duas grandes baças para fundir Galiza.

Voltar à página principal