Clausurado o diário basco Euskaldunon Egunkaria

O diário em euskera Euskaldunon Egunkaria foi clausurado hoje por ordem da "Audiência Nacional" no quadro dumha nova operaçom repressiva espanhola para acalar a voz do povo basco.
Mais de trescentos agentes da "Guardia Civil" detivérom a dez pessoas, entre elas a Martxelo Otamendi, o director do jornal e a nove membros do Conselho de Administraçom (Xabier Oleaga, antigo trabalhador do diário precintado e actual responsável de comunicaçom da Federaçom de Ikastolas; Pello Zubiria, director do semanário "Argia" e antigo director de Euskaldunon Egunkaria;Iñaki Uria, conselheiro-delegado do diário; Joan Mari Torrealdai, directivo da empresa editora; Xabier Alegria, Fermin Lazkano, Luis Goya; o subdirector de Herri Irratia Txema Auzmendi e Inma Gomila) , e fechárom as instalaçons centrais de Andoain e as delegaçons que possui em diversas populaçons de Euskal Herria seguindo as decisons do juiz Juan del Olmo.
Também as instalaçons da Federaçom de Ikastolas e da revista "Jakin" (dedicadas a temas sociolingüísticos e culturais) fôrom violentadas polas forças repressivas espanholas, que acusam estas pessoas e o próprio jornal de fazer parte da ETA.
As reacçons contra esta medida de excepçom nom se figérom esperar. No campus de Loioa centos de estudantes e professores/as manifestárom-se contra esta nova medida repressiva, e diante das instalaçons de Andoain dúzias de trabalhadores/as denunciárom este novo ataque à liberdade de expressom. Diversos representantes da esquerda independentista basca, do sindicalismo nacionalista, das organizaçons em defesa do língua e a cultura basca, concentrárom-se diante da instalaçons para mostrar o seu apoio à liberdade de expresom e denunciar este novo ataque à imprensa e a cultura de Euskal Herria.
O Estado espanhol é o único estado da UE que elimina meios de comunicaçom contrários às teses do projecto nacional da oligarquia: há cinco anos foi fechado o diário Egin e a emisora Egin Irratia, posteriormente foi clausurada a revista Ardi Beltza. A ofensiva fascista espanhola pretende destruir os movimentos de libertaçom nacional e social de género de Euskal Herria, Galiza e Catalunha a toda costa. Acalar a voz livre dos meios de comunicaçom nom supeditados ao projecto excluinte do capitalismo espanhol é umha das máximas prioridades desta ofensiva.
A tentativa de eliminaçom do Egunkaria é um ataque à cultura basca e ao seu idioma. A "clausura por cinco anos" do jornal vai acompanhado polo fechamento da empresa de serviços de internet www.plazagunea.org deixando desta forma a milhares de basc@s sem correio electrónico gratuito e a dúzias de entidades culturais e lingúisticas sem web.
Ao igual que quando foi fechado o Egin, -ao dia seguinte saiu a rua o substituto "Euskadi Información"-, o actual subdirector do Euskaldunon Egunkaria e a Assembleia de Trabalhadoras e Trabalhadores venhem de anunciar que o jornal amanhá estará nas ruas de toda Euskal Herria.
Diversos jornais bascos, -Gara, Deia e Diario de Alava-, assim como a faculdade de jornalismo da universidade do País Basco, venhem de oferecer as suas instalaçons e meios para facilitar a saída do Egunkaria.
Foi convocada umha manifesaçom que se prevê multitudinária para o próximo sábado em Donostia contra o fechamento do Egunkaria e em defesa da língua basca, que conta com o apoio de sindicatos, partidos políticos e organismos de defesa da língua como o Kontseilua.
De Primeira Linha, aderimos solidariamente às mobilizaçons e reafirmamos a necessidade de combater a política fascista do estao imperialista espanhol imposto aos povos basco e galego.
Também denunciamos a hipocrisia do autonomismo basco que por um lado questiona este ataque à liberdade de expressom, polo outro contribui coa ertzainza ao êxito da operaçom repressiva espanhola.

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