A clausura de Egunkaria e as torturas a jornalistas bascos, no Parlamento Europeu
20 de Maio de 2003

Três meses depois da operaçom mediático-policial que concluiu com o fechamento do único diário basco escrito integramente em euskara, a organizaçom europeia que agrupa os meios de comunicaçom escritos em línguas minorizadas denunciará o caso no Parlamento Europeu.

Na reuniom em que se decidiu tomar a citada iniciativa nom pudérom participar os representantes habituais do diário Egunkaria, umha vez que se encontram ainda presos em cadeias espanholas. A Assembleia da MIDAS exprimiu a sua solidariedade com o jornal euskaldun e exigiu a liberdade dos seus directivos, ao tempo de denunciou a conculcaçom da liberdade e imprensa no Estado espanhol.

A MIDAS, entidade que agrupa 26 meios de comunicaçom escritos e uns 40 milhons de leitores, reconheceu um referente de primeira ordem no Egunkaria, ao representar um exemplo de vitalidade e independência informativa num mundo da imprensa cada vez mais dominado polos grandes lobbys da comunicaçom ligados a cada Estado.

O representante basco na Assembleia, José Mari Pastor, afirmou que "alguns somos chamados de jornais pequenos, como se fôssemos doutro nível. De todos os jeitos, no nosso trabalho diário temos demonstrado que somos tam bons como os grandes ao fazer chegar a informaçom aos nossos países, que fazemos o nosso trabalho dignamente e porventura com maior independência do que os grandes, porquanto nom ficamos sob as directrizes dos grandes impérios da informaçom".

Pastor acrescentou: "Dizer que eles som grandes e nós pequenos é umha armadilha semántica do poder; eles nom som só grandes polas suas vendas e o seu dinheiro; sobretodo som grandes porque utilizam a língua oficial do Estado que nos manda, porque aceitam o stablishment e o statu quo desse Estado. Para eles há total liberdade de imprensa; mas nom para os "pequenos" que pomos o statu quo em questom. Por isso somos fechados". O representante de Egunkaria denunciou também a falta de separaçom real de poderes em Espanha, e pujo como exemplo a clausura do jornal basco e as torturas aplicadas em dependências policiais espanholas contra jornalistas e directivos, ao tempo que lembrou que o sumário é ainda secreto, três meses depois da operaçom: "Nom arranjamos maneira de defendermo-nos", declarou.

Porém, José Mari Pastor confirmou a próxima saída ao mercado basco de um novo jornal em euskara para finais do mês de Junho, graças à participaçom de milhares de pequenos accionistas que garantirám que seja "tam plural e independente como Egunkaria".

Por outra parte, o deputado Miquel Mayol, de ERC, denunciou no passado dia 15 de Maio no Parlamento Europeu a clausura do Egunkaria quando se debatia a admissom da Turquia na UE. O eurodeputado catalám pujo o caso Egunkaria como exemplo de conculcaçom de direitos fundamentais num Estado já membro da UE como é o Estado espanhol.



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