ERVA-Ecologistas
em Acçom prospectou o litoral para avaliar o seu estado 6 meses depois do
afundimento do Prestige
Os passados dias 17 e 18 de Maio 15 equipas de um
total de 32 naturalistas e biólog@s da organizaçom ERVA-Ecologistas em Acçom de Galiza procedérom à realizaçom de prospecçons
sistemáticas do litoral galego afectado polos vertidos do Prestige, com a
finalidade de caracterizar o estado do mesmo 6 meses depois da catástrofe.
Estas prospecçons figerom-se em coordenaçom com outras equipas pertencentes
à confederaçom ecologista “Ecologistas
en Acción”, que prospectárom o litoral de Asturias, Cantábria e Euskadi.
Em, total, na Galiza prospectarom-se 82 praias de
areia e pedras (coídos) e 28 tramos de litoral com rocha. A área prospectada
dividiu-se em duas zonas, umha no norte, coincidente a grandes traços com
o litoral da Costa da Morte, e a outra no sul, mais ou menos coincidente com
o litoral das Rias Baixas e as suas ilhas. Assim, na zona norte, comprendida
entre Monte Louro (Muros) e Camelhe (Camarinhas) visitarom-se 47 praias de
areia e pedras e 28 tramos de litoral rochoso. Na zona sul, comprendida entre
Mougás (Oia) e Porto do Som, incluidas as ilhas Cies e Ons, percorrerom-se
um total de 35 praias de areia e pedras.
Nos gráficos podem ver-se os resultados destas prospecçons.
ZONA NORTE:
1. Das
34 praias de areia prospectadas, 19 (55,9 %) apresentavam grandes bolas de
fuelóleo depositadas na areia, na zona intermareal onde se realizam grande
parte das actividades de banho e ócio nas praias. Estas bolas procedem, muito
provavelmente, dos fundos areosos, tanto do intermareal, como do submareal,
e das rochas próximas. É o próprio mar que as arranca das pedras ou as descobre
da areia, achegando-as e depositando-as na praia, porém nom descartamos que
venham de vertidos procedentes do próprio barco afundido.
2. Se
atendemos ao número de praias que apresentam bolas mais pequenas (bolas de
menos de 10 cm de diámetro), na zona norte encontrarom-se estes restos en
30 das 34 praias de areia mostreadas (88,2%).
3. Em
relaçom aos coídos ou praias de bolos ou pedras, o 100% dos coídos
mostreados apresentavam fuelóleo entre as pedras e nas fendas, quase um 90%
apresentava manchas dispersas e un 57,4% apresentava grandes áreas nas que
as rochas estavam cubertas por camadas continuas de fuelóleo.
4.
No que se refire aos 28 tramos de litoral rochoso percorridos
na zona norte, 27 (96,4%) apresentavam áreas com as rochas cubertas por camadas
contínuas de fuelóleo e o 100% apresentava fuelóleo nas fendas e entre as
pedras.
ZONA SUL:
1. Das
32 praias de areia mostreadas, 17 (53,1%) apresentavam grande número de bolas
pequenas depositadas na areia e 5 (15,6%) grandes bolas (maiores de 10 cms
de diámetro), sendo estas últimas as mostreadas nas ilhas Cies e Ons.
2. No
referido ao litoral rochoso próximo às praias desta zona, em 20 casos (62,5%)
as rochas apresentavam manchas dispersas de fuelóleo e em 11 (34,37%) apresentavam
camadas contínuas de fuelóleo.
CONCLUSONS:
1. Na
Costa da Morte, há praias como Moreira, O Rosto, Arnela, Neminha, Lires, Simprom,
Insuela, Carnota, Caldebarcos, San Mamede ou Larinho que devem ter fuelóleo
em camadas profundas, possívelmente a mais de 70 cms, tendo em conta o tipo
de fuelóleo presente em superfície e os patrons de dinámica de deposiçom de
contaminantes descritos en estudos recentes efectuados após catástrofes como
o Urquiola ou o Aegean Sea.
2. O
labor do próprio pessoal técnico do Ministério de Meio Ambiente demonstra
o anterior, pois após realizar as catas, os técnicos balizam as zonas onde
aparece fuelóleo espichando ferros na areia, às vezes no submareal, o qual
gera riscos para os surfistas que, como em Neminha, tomam banho na praia apesar
do seu estado e sem ser avisados da presença destes ferros.
3. Os
tramos de litoral rochoso inacessível manchado de fuelóleo em camadas contínuas
somam mais de 100 quilómetros só na zona comprendida entre a Ponta Caldebarcos
e Camelhe. Considerando unha largura média de afecçom do fuelóleo de tam só
10 m, o resultado dum simples cálculo estimaria em mais de 1.000.000 de metros
quadrados a superfície afectada, muito superior aos 850.000 metros quadrados
que o Ministério de Meio Ambiente estima que há e que deixará que o próprio
mar limpe.
4. Resultará
impossível limpar o litoral areoso da Costa da Morte para fazer aptas para
banho as praias, pois as bolas de fuelóleo seguirám aparecendo na areia por
muitos meses em quanto persista a sua presença em camadas profundas ou nos
fundos marinhos próximos e nas rochas adjacentes.
5. Labores
como a extracçom de fuelóleo das camadas profundas de praias como O Rosto
ou Arnela por meio de maquinária pesada demonstram como, nas primeiras semanas
e meses depois do accidente, quando o fuelóleo estava na superfície e podia
ser retirado com um menor despregamento de meios mecánicos, o papel desempenhado
pola Junta e o Governo central foi de clara inoperáncia, de maneira que agora
todos os contribuintes temos que pagar e padecer as conseqüências ambientais
e económicas dessa passividade.
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TRAMO COSTEIRO: Monte Louro - Camelhe |
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1. PRAIAS |
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VISITADAS |
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47 |
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Coídos |
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13 |
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Areais |
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34 |
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1.1 Praias
de croios (Coídos) |
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1.2 Areais |
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Livre de Fuelóleo |
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Livre de Fuelóleo |
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2 (1,99) |
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Pedras revestidas |
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10 (76,92%) |
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Grandes Bolas (>10 cm) |
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19 (55,88) |
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Pedras salpicadas |
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2 (15,38%) |
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Galletas (<
10cm) |
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30 (88,23) |
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Fuelóleo baixo ou entre os cantos |
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13 (100%) |
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Bolinhas (<1cm) |
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31 (91,17) |
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1.3 Rochas
adjacentes |
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Camadas
contínuas |
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27 (57,44%) |
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Manchas
dispersas |
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42 (89,36%) |
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Fuelóleo
nas fendas |
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44 (93,61%) |
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Rochas
limpas |
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0 |
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2. TRAMOS
ROCHOSOS |
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VISITADOS |
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28 |
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Camadas
contínuas |
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27 (96,42) |
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Manchas
dispersas |
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16 (57,14) |
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Fuelóleo
nas fendas |
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28 (100%) |
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Rochas
limpas |
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0 |
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