O GALEGO ESMORECE NO ENSINO: A JUNTA RECONHECE O INCUMPRIMENTO DOS MÍNIMOS LEGAIS

3 de Setembro de 2002

Qualquer pessoa interessada conhece o descaramento com que se venhem incumprindo os mínimos que as leis reservam para o idioma da Galiza no ensino. Um estudo da CIG fala de 14% de centros de primária que tenhem o galego como língua veicular, enquanto nos 2º e 3º ciclos de Primária 21% dos centros incumprem o Decreto que estabelece o reduzido númro de horas que devem impartir-se em galego. Claro que os dados atingem dimensons de escándalo no nível do ESO, com 77,3% de centros a incumprir o decreto aprovado pola Junta da Galiza.

Se os objectivos educativos oficiais dim situar-se no equilíbrio (50%) entre galego e espanhol, a realidade é que o galego perde falantes entre o alunado a olhos vistos (11,3% galegofalantes face a 59% de espanholfalantes exclusivos), enquanto as medidas de recuperaçom de usos nom existem.

No ensino, o próprio responsável da Política Lingüística do PP, Jesus Pablo González Moreiras, reconhece em declaraçons a La Voz de Galicia o incumprimento da legislaçom autonómica por parte dos centros, sem que a Inspecçom Educativa tome nengumha iniciativa. González Moreiras justifica esta negligência com a sua máxima favorita: "É precisa umha paz lingüística, gerar conflitos seria prejudicial, porque o idioma acabaria por vincular-se à política".

Naturalmente, González Moreiras e o Governo que o mantém no posto referem-se a que o conflito "seria prejudicial" mas era para a permanência do espanhol como língua hegemónica. A "paz" actual é a paz dos cemitérios. O "conflito", a "vinculaçom à política" de que fala o PP, corresponde-se com a existência de umha movimentaçom cívica que reivindique os direitos lingüísticos da comunidade lingüística galega, o que hoje praticamente nom existe dada a precariedade do movimento normalizador.

Como, se nom, se explica o incumprimento de umhas leis que nem sequer garantem os mínimos necessários para inverter a actual tendência à extinçom da nossa comunidade de falantes?.

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