Os interesses petrolíferos espanhóis no Iraque
22 de Fevereiro de 2003

O que se segue, nom é umha notícia elaborada pola esquerda independentista galega, senom um artigo aparecido a 20 de Fevereiro de 2003 no jornal El Periódico, sob o título "El conflicto de Irak/España. Doble lenguaje". Limitamo-nos a traduzi-la ao nosso idioma, polo indubitável interesse da informaçom que achega, que pom a nu a hipocrisia e os interesses económicos que subjazem às grandes proclamas "democráticas" do imperialismo.

"O governo espanhol tem feito gestons perante o regime de Saddam Husein em favor de um contrato petrolífero multimilionário para Repsol polo menos até há três meses, segundo fontes da empresa estatal Expansión Exterior. O último contacto em Bagdad produziu-se em Novembro passado, enquanto a ONU aprovava a resoluçom 1441 contra o Iraque e quando José María Aznar já encorajava os planos bélicos dos EEUU.
O contrato consistia na exploraçom do campo petrolífero de Nasirya, que segundo estimaçons oficiais produziria 325.000 barris diários de crude, equivalentes a 35% das importaçons espanholas. Repsol começou a negociar a adjudicaçom do contrato em 1996, mas o processo viu-se embaraçado polos vaivéns tácticos do Iraque.
Fontes implicadas nas negociaçons assinalárom que as gestons perante as autoridades iraquianas de Expansión Exterior -chefiadas polo responsável da sua área petroleira, Carlos Molina- se prolongárom inclusive após os atentados do 11-S, quando os EEUU situárom o Iraque no eixo do mal.

POJA DE EMPRESAS
A multinacional espanhola Repsol, presidida por Alfonso Cortina, pojou, em concorrência com companhias de França, Itália, China e Rússia, para conseguir um contrato que permita iniciar as exploraçons umha vez se levante o embargo que pesa sobre o Iraque desde a guerra do Golfo de 1991.
As fontes consultadas explicárom que as companhias Efl-Totalfina (francesa), Lukoil (russa) e a sociedade estatal de petróleo chinesa -os países mais activos do Conselho de Segurança da ONU em contra da guerra- tenhem já um pré-contrato para a exploraçom de um campo petrolífero, enquanto a espanhola Repsol e a italiana Aggip apenas conseguírom até agora "incicializar" os seus processos. Quer dizer, registá-los.

CLÁUSULA DE SUSPENSOM
Fontes de Expansión Exterior sustentam que as negociaçons nom vulneram a legalidade internacional, umha vez que Repsol -igual que as outras companhias- sempre fixárom como condiçom que o contrato inclua umha "cláusula de suspensom" que especifique que a sua execuçom nom começará até que a ONU modifique as condiçons do embargo sobre o Iraque. Bagdad pressionou para omitir essa cláusula, e esse tira-puxa tivo muito a ver com o estagnamento das negociaçons. As mesmas fontes admitem que as gestons de Expansión Exterior e de Repsol podem ser criticadas de um ponto de vista ético, dado que se desenvolvem ante um regime ditatorial ao qual o Governo espanhol equipara pola sua crueldade com o nazismo. Alegam, no entanto, que a companhia "nom pode ficar de braços cruzados enquanto outras defendem os seus interesses".
Os relacionamentos empresariais e comerciais da Espanha com o Iraque nunca se interrompêrom. Logo a seguir dos atentados das Torres Gémeas, quarenta e dous empresários espanhóis participárom na Feira de Bagdad."



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