LIBERDADE FASCISTA
NOS ESTADOS UNIDOS: NINHO DE RATAÇANAS Publicado em Granma (Cuba),
1 de Agosto de 2002

Nicanor León
Cotayo
O pensamento e as actividades
fascistas gozam nos Estados Unidos de tanta liberdade como a que podem ter
ali a neve ou a venda de Coca Cola.
Assim voltou a evidenciar-se
nos dias 27 e 28 de Julho passados no estado de Pennsylvania, onde grupos
de tal inspiraçom organizárom um denominado Congresso Mundial
de Naçons Arianas.
O sítio da agrupaçom
na Internet publicou umha listagem de orquestras rock "poder branco"
e de oradores de extrema direita que, juntamente com representantes do Ku
Klux Klan, entre outros, assistirám à reuniom num condado
rural do referido lugar.
Também reiterou
a sua ideologia, ao pontualizar: "nom somos umha organizaçom nom
violenta. Apoiamos
a chegada de um novo amanhecer em que o poder branco seja um facto quotidiano".
Um dos dirigentes nazis, William Pierce, já falecido, escreveu o romance
The Turner Diaries, umha das obras que inspirou o terrorista Timothy
McVeigh para voar em pedaços um prédio em Oklahoma onde morrêrom
168 pessoas em 1995.
Segundo Mark Pitcavage,
perito no tema, a convocatória do Congresso em Pennsylvania demonstrou
que Naçons Arianas e outros grupos neonazis "estám
longe de desaparecer", e predicam "umha ideologia muito violenta
e perigosa".
Pitcavage, director de
Dados da Liga Contra a Difamaçom, também os denunciou
polos seus ataques contra crianças, actos vandálicos em cemitérios,
roubos, assassinatos e involucramento em acçons terroristas.
A Liga alertou sobre a
presença de novos despreendimentos de Naçons Arianas,
cujos seguidores -alentados através da Internet- agridem quem julgam
"mescladores de raças", praticantes do aborto, homossexuais,
judeus e outros.
No ano passado, nos Estados
Unidos, havia uns 676 grupos ultradireitistas, enquanto em 1993 o jornal Los
Angeles Times, remetido a fontes policíacas, informou da existência
de 300 com as suas milícias fortemente armadas e treinadas em 47 estados.
Alguns julgam que a maior
organizaçom neonazi das últimas décadas é Liberty
Lobby, criada em 1961 por Willis Carto, que edita umha publicaçom
semanal, Sport Light, e tem umha emissora de rádio denominada
Free America.
Um cablegrama de Notimex
indicou em finais de Abril que desde os ataques terroristas de Setembro surgírom
74 novas facçons de extrema direita nesse país.
O Centro Legal do Sul
para a Pobreza, organismo dedicado a vigiar a gente desse tipo, denunciou
que esses novos grupos "som quase inteiramente neonazis", "que
se beneficiam da globalizaçom" neoliberal.
Este resumido panorama
volta a trazer sobre a mesa o tema da liberdade, esse conceito tam repetido
em Washington e por encomenda sua em Miami, na hora de atacar Cuba. Durante
43 anos foi enarbolado por funcionários governamentais, propagandistas,
terroristas acobilhados em Miami e "dissidentes" chegados ali que,
como ratos numha lixeira, chiam à procura de umha migalha.
Em algo tenhem razom.
O conceito de liberdade do governo dos Estados Unidos difere radicalmente
do que sustenta Cuba. Aqui nunca existiria liberdade para que se organizassem
e muito menos para que cometessem todo o tipo de acçons, grupos fascistas
como os que lá há.
A humanidade nom esqueceu
o que significou o fascismo, os horrores que a sua tentativa de dominaçom,
frustrada em primeiro lugar pola entom Uniom Soviética, deitou sobre
milhons de seres humanos.
Mas os seguidores desta
ideologia nos Estados Unidos gozam de todas as facilidades para espalhá-la,
armar-se e treinar-se, bem como para montar umha indústria propagandística
e distribuir os símbolos nazis.
Tal já tivo amargos
resultados, como foi o caso da sabotagem em Oklahoma que custou a vida e causou
feridas a mais de 600 pessoas, brutais agressons contra afro-norte-americanos
e outros factos de violência.
Agora mais recentemente citárom para um Congresso em Pennsylvania, onde esperavam reunir a creme e nata da extrema direita mais dogmática e terrorista do país.