







À esquerda, Vila-Garcia com 7.000 trabalhadoras/es nas ruas,












INFORMAÇOM SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA GREVE NAS PRINCIPAIS COMARCAS
150.000 pessoas participam
nas manifestaçons de Vigo
150.000 pessoas, participárom
nas manifestaçons celebradas hoje em, Vigo. A mais numerossa foi a
convocada por CIG, CCOO e UGT. Nesta, a organizaçom reconhecia perto
dos 150.000 manifestantes, enquanto a Polícia Local rebaixava a cifra
até 115.000. Quando a cabeça chegava à Porta do Sol,
ponto final do percurso, ainda nom acabara de sair a manifestaçom do
ponto de partida, o cruzamento das ruas Urzái-Choróns.
O secretário geral
da CIG, Suso Seixo, que portava a faixa de cabeça, anunciou que se
o Governo nom retira a reforma do sistema de protecçom por desemprego,
a central nacionalista está decidida a convocar umha segunda greve
geral, prognosticando um futuro "cenário de confrontaçom"
nos próximos meses. Segundo o dirigente sindical, a greve deve levar
ao "governo a reflectir e acabar com a sua prepotência". Também
qualificou de "manipuladoras" as declaraçons dos representantes
do Governo a respeito do seguimento da greve, indicando que som "mais
próprias do movimento nacional do franquismo do que da democracia em
que estamos" (sic).
O seguimentos da Greve
foi geral no porto de Vigo, onde atingiu cem por cem, desde Bouças
até Guixar: nom se produzírom labores de estiba nem outro tipo
de operaçons no interior das suas instalaçons. A greve também
afectou à lonja do Berbês, onde nom houvo venda de peixe porque
nom descarregou nengum barco.
Manifestam-se em Compostela
mais de 20.000 pessoas
Mais de 200 pessoas manifestárom-se
no dia 20 polas principais ruas da capital da Galiza em contra da reforma
do dessemprego, a precariedade laboral e a prepotência do Governo do
Partido Popular. A própria polícia municipal reconhecia mais
de 17.000 manifestantes. A manifestaçom, que partiu do Passeio central
da Alameda, percorreu as ruas do ensanche compostelano, para posteriormente
entrar na zona velha e concluir numha ateigada praça da Quintá.
Durante o seu percurso, o comércio que se encontrava nas ruas por onde
transitava a manifestaçom estava fechado.
As palavras de ordem mais
coreadas fôrom "Trabalho digno na nossa terra", "onde
está que nom se vem os postos de trabalho do PP", "ETT's
pim, pam, pum", "Trabalho temporal terrorismo patronal", "Futuro
digno para a mocidade", "Contra a direita contra a patronal, greve,
greve, greve geral", "Há que parar o partido popular",
etc... Também houvo berros e cánticos pola independência
e o socialismo ("Contra Espanha e o capitalismo, Indedependência
e Socialismo"), e contra a actuaçom repressiva da polícia
municipal ("A municipal reprime igual"). As entidades do MLNG participárom
na manifestaçom com um amplo cortejo, ao passar do qual grupos de encapuzados
iam pintando diversas palavras de ordem nas poucas paredes que nom foram já
escritas na noite anterior.
Na praça da Quintá
intervinhérom os secretários locais da CIG, CCOO e UGT, e posteriormente
cantou-se o hino nacional.
Nalguns pontos da cidade,
como na estrada Compostela-Noia, aparecêrom barricadas a primeira hora
da manhá.
Mais de 60.000 pessoas
percorrem as ruas da Corunha
Mais de 60.000 pessoas,
umhas 11.000 segundo a Subdelegaçom do Governo espanhol na Galiza,
e 20.000 segundo a polícia local, manifestárom-se na Corunha
secundado a convocatória das centrais sindicais. A mobilizaçom,
que partiu passadas as 12'30 da Praça da Palhoça, e finalizou
passadas as 14'00h. precisamente ante a Subdelegaçom do Governo espanhol,
ia encabeçada por umha faixa com a legenda "Galiza contra a reforma.
Polo emprego e a protecçom social". Berrárom-se palavras
de ordem contra o Governo espanhol e o Partido Popular, especialmente ao passar
por diante da sede desta organizaçom política.
Os sindicatos cifram o
seguimento da jornada de greve em mais de 90 por cento de participaçom,
assinalando como um "fito histórico" o encerramento das grandes
superficies comerciais, destacando o "Corte Inglés", que
fechou as suas portas de manhá ante a presença dum nutrido piquete,
e os dous centros de "Carrefour". As centrais sindicais resaltárom
que se conseguiu paralisar a actividade no porto da cidade, o tranporte público
e os polígonos industriais.
Destacou a forte presença
policial nos polígonos industriais e superficies comerciais, seguindo
de perto os piquetes durante toda a noite. Ao passar dos piquetes, fôrom
fechando as suas portas diversos estabelecimentos comerciais por toda a cidade.
Houvo queimas de vários contentores ao longo da jornada. O tránsito
na cidade conheceu umha importante descida a respeito doutros dias laboráveis.
A Deputaçom da
Corunha informava que "toda a jornada houvo normalidade no funcionamento
dos seus serviços", e assegurava que neles a greve só fora
secundada por 22% do quadro de pessoal. Nos serviços do Concelho, a
greve, segundo as suas informaçons, foi superior aos 60%.
11.000 manifestantes
em Lugo
Mais de 11.000 pessoas
segundo os sindicatos, cifra abaixada até os 4.000 segundo a polícia
local, participárom na manifestaçom na cidade de Lugo. As centrais
qualificárom de "êxito" a greve, cifrando em noventa
por cento o seguimento da mesma, e criticárom a "manipulaçom
descarada" por parte dos meios de comunicaçom, com especial referência
à TVG e TVE.
O secretário da
Confederaçom Empresarial Lucense, José Maria López Bourio,
quijo pôr a nota de cor nesta jornada, salientando que a manifestaçom
foi "massiva, democrática e civilizada, que é como tem
que ser", mas que "sem piquetes nom haveria greve", pois a
intençom dos trabalhadores e dos empresários era trabalhar na
jornada de hoje.
A maior empresa de Lugo,
Alcoa, só funcionou com serviços mínimos, igual que as
empresas lácteas; no polígono do Ceao a actividade foi escassa,
o mesmo que na maior parte do pequeno comércio. Durante a noite nom
funcionou o serviço de recolha do lixo de Urbaser, depois de que se
colocasse um veículo ante a nave onde estacionam os camions deste serviço.
Nom se registou actividade no mercado de abastos, e a actividade portuária
nom existiu praticamente, nomeadamente em Celeiro, onde a empresa Novafrigsa
funcionou com serviços mínimos.
Em Ourense participárom
15.000 pessoas na manifestaçom
As centrais sindicais
valorizárom como a maior concentraçom que se celebrou nunca
em Ourense, a manifestaçom que hoje percorreu as ruas dessa cidade,
e que convocou 15.000 pessoas. Nos polígonos de Sam Cibrao, Barreiros
e Pereiro (onde se concentram a maioria das empressas) nom entrou a trabalhar
a turma da madrugada. No polígono de Sam Cibrao, um guarda jurado embestiu
com o seu carro um grupo de piquetes, que denunciárom o incidente.
Também nom houvo
serviço de recolha de lixo na cidade, e a praça de abastos permaneceu
sem actividade.
Fichárom fornos e despachos de pam. No transporte, só funcionavam os autocarros de linha e de transporte urbano de serviços mínimos. À noite produzírom-se diversos incidentes nos locais nocturnos da cidade que pretendiam ter as suas portas abertas mais alá das doze da noite. Aparecêrom com silicona várias fechaduras de entidades bancárias e a porta da garagem da deputaçom provincial. A inactividade foi absoluta nos Julgados do Civil, Social e Penal.
Massivo seguimento
da Greve Geral em Ponte-Vedra
Ponte-Vedra conheceu em
20-J a inactividade própria dum dia feriado, sendo massivo o seguimento
da convocatória sindical. Houvo um importante despregamento policial,
e registárom-se diversos incidentes. Os piquetes percorrêrom
a cidade durante toda a noite, especialmente a partir das cinco da manhá.
A inactividade foi total
no polígono industrial da cidade, parando também empresas como
ENCE, a estaçom de autocarros e o porto de Marim, onde também
a lonja nom funcionou e os mercados de abastos nom abrírom as suas
portas. Muitas delegaçons bancárias tinham de manhá as
suas fechaduras encravadas com silicona e alfinetes.
No ámbito sanitário, suspendêrom-se as consultas externas e atendimento primário, e mantivérom-se só os serviços de urgência.
Os sindicatos salientam
o importante seguimento da greve nos estaleiros de Izar em Ferrol e Fene
A greve tivo umha destacada
incidência na comarca de Trasancos, onde se paralisou o estaleiro Izar,
ao funcionar só os serviços mínimos.
Em Ferrol nom funcionárom os serviços de recolhida de lijo, nem os mercados. Na Madalena só abrirom três operadores. No de Recimil registárom-se confrontos entre operadores e piquetes. Também foi importante o seguimentos nos polígonos industriais, como em Megasa, a primeira siderúrgica galega, sita em Narom. Foi necessário um duro enfrentamento com a polícia espanhola, com barricadas ardendo e vários feridos, para finalmente fechar por completo o hipermercado Alcampo, significado polos seus sistemáticos boicotes às greves e as pressons ao pessoal eventual. O numeroso piquete acabou impondo-se e os vidros de segurança da fachada acabárom escachando ante o massivo lançamento de lajes de grandes dimensons.
Êxito da Greve
Geral na Galiza
Os sindiactos destacam
que a greve conseguiu paralisar o tranporte urbano e interurbano, a sanidade,
os portos e os polígonos industriais. A atividade também foi
interrompida nas principais e grandes empresas galegas, tais como Citroen,
Inditex, Santa Bárbara, Ence, Poligal, Alúmina, Lignitos de
Meirama, Adolfo Dominguez, Televes, etc...
A greve também
se sentiu nos meios de comunicaçom: som vários os meios que
nom saírom à rua, e aqueles que o figérom, vírom
consideravelmente recortado o número de páginas.
A Delegaçom do
Governo estimou em12'70% a incidência da greve. Segundo os seus dados,
a maior incidência foi na província de Ponte-Vedra, com 17`5%,
seguida pola Corunha, com 16%, Lugo, 9'7, e Ourense com 8%. Arsénio
Fernández de Mesa, com o seu característico tom de chulapo castizo,
argumentou que esta greve "nom tem nada a ver com outras, apesar do bom
número de piquetes que agiu" em toda a Galiza, e que, continuou,
estavam integrados "por muita gente", e dirigírom-se especialmente
contra as grandes superfícies e negócios. Também destacou
a "falta de colaboraçom" em alguns concelhos governados por
"partidos que respaldam a greve".
O delegado do Governo
espanhol na Galiza, Arsénio Fernández de Mesa, confirmava que
cinco pessoas resultaram feridas na jornada de greve, e que outras tantas
foram detidas por protagonizarem o que ele definiu como "actos vandálicos".
Das cinco pessoas detidas, duas fôrom-no em Lugo, segundo fontes policiais
por "alastrar o conteudo de bolsas do lixo no interior dum bar que nom
queria secundar o paro", outras duas em Cangas do Morraço, "por
emborcar contentores e ocasionar danos neles e em espelhos", e mais umha
em Ponte-Vedra, acusada pola polícia de agredir umha caixeira dum supermercado;
esta última, é membro da Direcçom Nacional da organizaçom
política unitária da esquerda independentista, NÓS-Unidade
Popular, e foi posto em liberdade ao meio-dia. As acusaçons contra
eles, som, segundo as forças de ocupaçom espanholas, "ter
levado a cabo agressons contra estabelecimentos, trabalhadores, carros e contentores
do lixo".
Segundo informou o delegado
do Governo espanhol, "localizárom-se e retivérom-se 63
pessoas em Vigo, encapuzadas e com bolas de aceiro, botes de pintura, martelos
e pedras, prontas a fazer todo o tipo de barbaridades pola cidade". Finalmente
nom fôrom detidos, ainda que sim, dixo Fernández de Mesa, "dissuadidos".
Os serviços sanitários
atendêrom cinco pessoas ao longo da noite e primeiras horas do dia,
entre as que figuram três membros da polícia espanhola (dous
em Ferrol e um em Vigo) que resultárom contusionados ao enfrentarem-se
aos piquetes para impedir que estes desenvolvessem o seu cometido nas empresas
Citroem, de Vigo, e Alcampo, de Ferrol, e agindo como o que realmente: as
forças que nutrem os contrapiquetes da patronal e do Governo espanhol
e autonómico. Em Vigo, o polícia recebeu o impacto dumha bola
de aceiro quando defendia a fura-greves que pretendiam entrar a trabalhar
na Citroen, e em Ferrol dous polícias recebêrom o impacto dum
carro da compra nas redondezas de Alcampo.
Rotas várias janelas
dumha sucursal bancária (Bankinter) em Compostela.
A sucursal de Bankinter
na rua General Pardinhas foi atacada na primeira hora da manhá por
um grupo de trabalhadores/as que rompêrom o cristal do estabelecimento
e lançárom um concel molotov no seu interior.
Localizárom-se
ataques também a outros estabelecimentos no ensanche, e numerosos bancos,
comércios, ETT's, etc... amanheciam no dia 21 com pintadas sobre as
suas portas e pintadas.
Um comboio de Feve sofre na Corunha disparos com umha pistola de ar comprimido.
Um comboio de FEVE foi tiroteado com umha pistola de ar comprimido na paragem
de Ferrarias, na Corunha, nas estaçons das Júvias e Sam Sadurninho.
Os disparos fôrom realizados com perdigons de bola maciços desde
um turismo, segundo testemunhas presenciais.
Queima de pneus e cortes
do tránsito em Ourense
Vários pneus fôrom
queimados de madrugada no polígono de Pereiro de Aguiar, enquanto em
Sam Cibrao um piquete cortava o tránsito em dous tramos da estrada.
A factoria de PSA Citröen
de Vigo fechou e paralisou a sua actividade
A Citroen paralisou a
sua actividade às 6'00 horas, segundo informaçons sindicais,
ao nom aceder ao trabalho a turma da manhá. Fura-greves, que pretendiam
aceder à fábrica, fôrom increpados polos numerosos piquetes,
decidindo finalmente, e apesar da forte presença policial, nom entrarem
a trabalhar.
Citroen é a maior
empresa sita na Galiza, com 10.300 trabalhores/as, e umha produçom
de 2000 veículos diários.
Na cidade de Vigo produzírom-se
queimas de contentores e roturas de vidros de diversos estabelecimentos, nomeadamente
entidades bancárias e joioarias
A CUT e a CGT asseguram
que a greve é o início dumha "atitude sindical de classe"
O membro da CUT; Manolo
Caamanho, valorizou de forma positiva o desenvolvimento da greve, e assegurou
que "a luita deve continuar". Indicou que este é o início
do que "deve ser umha atitude sindical de classe".
A manifestaçom
convocacada pola CGT e a CUT reuniu a mais de 2000 pessoas, segundo fontes
jornalísticas, sob a legenda "Polos direitos da classe obreira:
Greve geral!", finalizando na Porta do Sol.
Caamanho asegurou que "a greve nom valeria de nada e seria umha fraude
à classe trabalhadora se nom tem um trabalho continuado o dia depois".
A greve está motivada, dixo, "polas dúzias de decretaços
dumha política antiobreira do PP, que antes levou a cabo o PSOE, e
que recorta de forma drástica e escandalosa os direitos laborais, sociais
e políticos". Qualificou a greve de altamente satisfatória,
destacando o êxito absoluto em Vigo e no Morraço.
Balanço urgente do Comité Central de Primeira Linha sobre a greve geral
Manifesto do Comité Central de Primeira Linha ante a greve geral