A seguir, apresentamos algumhas imagens do desenvolvimento da histórica jornada de luita operária do 20 de Junho de 2002. Nelas podemos verificar a mobilizaçom de centenas de milhares de galegos e galegas, de trabalhadores e trabalhadoras, contra a política neoliberal do PP e a oligarquia espanhola. Nesta reportagem incluem-se imagens de diversas vilas e cidades da Galiza, destacando-se documentos gráficos da participaçom da esquerda independentista galega na greve. Mais abaixo, incluímos informaçons comarcais.
Acima e ao lado: Mai de 60.000 galegos e galegas nas ruas da Corunha
À esquerda: Praça da Quintá, Compostela. 20.000 trabalhadores e trabalhadoras enchem as ruas da capital da Galiza
Abaixo, três imagens significativas da manifestaçom de Vigo (150.000)
Abaixo, Ribeira (3.000)

À esquerda, Vila-Garcia com 7.000 trabalhadoras/es nas ruas,

Ao lado e abaixo: 25.000 ferrolanos e ferrolanas contra o PP e a Patronal
Abaixo, Ferrol: repressom policial e resposta popular
A esquerda independentista participou activamente na campanha e na jornada de greve geral, nos piquetes e nas mobilizaçons, padecendo em carne própria a repressom em forma de agressons e detençons.
Juntamente com os companheiros e companheiras dos piquetes, @s comunistas independentistas também demos a lenha que pudemos...

INFORMAÇOM SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA GREVE NAS PRINCIPAIS COMARCAS

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150.000 pessoas participam nas manifestaçons de Vigo

150.000 pessoas, participárom nas manifestaçons celebradas hoje em, Vigo. A mais numerossa foi a convocada por CIG, CCOO e UGT. Nesta, a organizaçom reconhecia perto dos 150.000 manifestantes, enquanto a Polícia Local rebaixava a cifra até 115.000. Quando a cabeça chegava à Porta do Sol, ponto final do percurso, ainda nom acabara de sair a manifestaçom do ponto de partida, o cruzamento das ruas Urzái-Choróns.

O secretário geral da CIG, Suso Seixo, que portava a faixa de cabeça, anunciou que se o Governo nom retira a reforma do sistema de protecçom por desemprego, a central nacionalista está decidida a convocar umha segunda greve geral, prognosticando um futuro "cenário de confrontaçom" nos próximos meses. Segundo o dirigente sindical, a greve deve levar ao "governo a reflectir e acabar com a sua prepotência". Também qualificou de "manipuladoras" as declaraçons dos representantes do Governo a respeito do seguimento da greve, indicando que som "mais próprias do movimento nacional do franquismo do que da democracia em que estamos" (sic).

O seguimentos da Greve foi geral no porto de Vigo, onde atingiu cem por cem, desde Bouças até Guixar: nom se produzírom labores de estiba nem outro tipo de operaçons no interior das suas instalaçons. A greve também afectou à lonja do Berbês, onde nom houvo venda de peixe porque nom descarregou nengum barco.

Manifestam-se em Compostela mais de 20.000 pessoas

Mais de 200 pessoas manifestárom-se no dia 20 polas principais ruas da capital da Galiza em contra da reforma do dessemprego, a precariedade laboral e a prepotência do Governo do Partido Popular. A própria polícia municipal reconhecia mais de 17.000 manifestantes. A manifestaçom, que partiu do Passeio central da Alameda, percorreu as ruas do ensanche compostelano, para posteriormente entrar na zona velha e concluir numha ateigada praça da Quintá. Durante o seu percurso, o comércio que se encontrava nas ruas por onde transitava a manifestaçom estava fechado.

As palavras de ordem mais coreadas fôrom "Trabalho digno na nossa terra", "onde está que nom se vem os postos de trabalho do PP", "ETT's pim, pam, pum", "Trabalho temporal terrorismo patronal", "Futuro digno para a mocidade", "Contra a direita contra a patronal, greve, greve, greve geral", "Há que parar o partido popular", etc... Também houvo berros e cánticos pola independência e o socialismo ("Contra Espanha e o capitalismo, Indedependência e Socialismo"), e contra a actuaçom repressiva da polícia municipal ("A municipal reprime igual"). As entidades do MLNG participárom na manifestaçom com um amplo cortejo, ao passar do qual grupos de encapuzados iam pintando diversas palavras de ordem nas poucas paredes que nom foram já escritas na noite anterior.

Na praça da Quintá intervinhérom os secretários locais da CIG, CCOO e UGT, e posteriormente cantou-se o hino nacional.

Nalguns pontos da cidade, como na estrada Compostela-Noia, aparecêrom barricadas a primeira hora da manhá.

Mais de 60.000 pessoas percorrem as ruas da Corunha

Mais de 60.000 pessoas, umhas 11.000 segundo a Subdelegaçom do Governo espanhol na Galiza, e 20.000 segundo a polícia local, manifestárom-se na Corunha secundado a convocatória das centrais sindicais. A mobilizaçom, que partiu passadas as 12'30 da Praça da Palhoça, e finalizou passadas as 14'00h. precisamente ante a Subdelegaçom do Governo espanhol, ia encabeçada por umha faixa com a legenda "Galiza contra a reforma. Polo emprego e a protecçom social". Berrárom-se palavras de ordem contra o Governo espanhol e o Partido Popular, especialmente ao passar por diante da sede desta organizaçom política.

Os sindicatos cifram o seguimento da jornada de greve em mais de 90 por cento de participaçom, assinalando como um "fito histórico" o encerramento das grandes superficies comerciais, destacando o "Corte Inglés", que fechou as suas portas de manhá ante a presença dum nutrido piquete, e os dous centros de "Carrefour". As centrais sindicais resaltárom que se conseguiu paralisar a actividade no porto da cidade, o tranporte público e os polígonos industriais.

Destacou a forte presença policial nos polígonos industriais e superficies comerciais, seguindo de perto os piquetes durante toda a noite. Ao passar dos piquetes, fôrom fechando as suas portas diversos estabelecimentos comerciais por toda a cidade. Houvo queimas de vários contentores ao longo da jornada. O tránsito na cidade conheceu umha importante descida a respeito doutros dias laboráveis.

A Deputaçom da Corunha informava que "toda a jornada houvo normalidade no funcionamento dos seus serviços", e assegurava que neles a greve só fora secundada por 22% do quadro de pessoal. Nos serviços do Concelho, a greve, segundo as suas informaçons, foi superior aos 60%.

11.000 manifestantes em Lugo

Mais de 11.000 pessoas segundo os sindicatos, cifra abaixada até os 4.000 segundo a polícia local, participárom na manifestaçom na cidade de Lugo. As centrais qualificárom de "êxito" a greve, cifrando em noventa por cento o seguimento da mesma, e criticárom a "manipulaçom descarada" por parte dos meios de comunicaçom, com especial referência à TVG e TVE.

O secretário da Confederaçom Empresarial Lucense, José Maria López Bourio, quijo pôr a nota de cor nesta jornada, salientando que a manifestaçom foi "massiva, democrática e civilizada, que é como tem que ser", mas que "sem piquetes nom haveria greve", pois a intençom dos trabalhadores e dos empresários era trabalhar na jornada de hoje.

A maior empresa de Lugo, Alcoa, só funcionou com serviços mínimos, igual que as empresas lácteas; no polígono do Ceao a actividade foi escassa, o mesmo que na maior parte do pequeno comércio. Durante a noite nom funcionou o serviço de recolha do lixo de Urbaser, depois de que se colocasse um veículo ante a nave onde estacionam os camions deste serviço. Nom se registou actividade no mercado de abastos, e a actividade portuária nom existiu praticamente, nomeadamente em Celeiro, onde a empresa Novafrigsa funcionou com serviços mínimos.

Em Ourense participárom 15.000 pessoas na manifestaçom

As centrais sindicais valorizárom como a maior concentraçom que se celebrou nunca em Ourense, a manifestaçom que hoje percorreu as ruas dessa cidade, e que convocou 15.000 pessoas. Nos polígonos de Sam Cibrao, Barreiros e Pereiro (onde se concentram a maioria das empressas) nom entrou a trabalhar a turma da madrugada. No polígono de Sam Cibrao, um guarda jurado embestiu com o seu carro um grupo de piquetes, que denunciárom o incidente.

Também nom houvo serviço de recolha de lixo na cidade, e a praça de abastos permaneceu sem actividade.

Fichárom fornos e despachos de pam. No transporte, só funcionavam os autocarros de linha e de transporte urbano de serviços mínimos. À noite produzírom-se diversos incidentes nos locais nocturnos da cidade que pretendiam ter as suas portas abertas mais alá das doze da noite. Aparecêrom com silicona várias fechaduras de entidades bancárias e a porta da garagem da deputaçom provincial. A inactividade foi absoluta nos Julgados do Civil, Social e Penal.

Massivo seguimento da Greve Geral em Ponte-Vedra

Ponte-Vedra conheceu em 20-J a inactividade própria dum dia feriado, sendo massivo o seguimento da convocatória sindical. Houvo um importante despregamento policial, e registárom-se diversos incidentes. Os piquetes percorrêrom a cidade durante toda a noite, especialmente a partir das cinco da manhá.

A inactividade foi total no polígono industrial da cidade, parando também empresas como ENCE, a estaçom de autocarros e o porto de Marim, onde também a lonja nom funcionou e os mercados de abastos nom abrírom as suas portas. Muitas delegaçons bancárias tinham de manhá as suas fechaduras encravadas com silicona e alfinetes.

No ámbito sanitário, suspendêrom-se as consultas externas e atendimento primário, e mantivérom-se só os serviços de urgência.

Os sindicatos salientam o importante seguimento da greve nos estaleiros de Izar em Ferrol e Fene

A greve tivo umha destacada incidência na comarca de Trasancos, onde se paralisou o estaleiro Izar, ao funcionar só os serviços mínimos.

Em Ferrol nom funcionárom os serviços de recolhida de lijo, nem os mercados. Na Madalena só abrirom três operadores. No de Recimil registárom-se confrontos entre operadores e piquetes. Também foi importante o seguimentos nos polígonos industriais, como em Megasa, a primeira siderúrgica galega, sita em Narom. Foi necessário um duro enfrentamento com a polícia espanhola, com barricadas ardendo e vários feridos, para finalmente fechar por completo o hipermercado Alcampo, significado polos seus sistemáticos boicotes às greves e as pressons ao pessoal eventual. O numeroso piquete acabou impondo-se e os vidros de segurança da fachada acabárom escachando ante o massivo lançamento de lajes de grandes dimensons.

Êxito da Greve Geral na Galiza

Os sindiactos destacam que a greve conseguiu paralisar o tranporte urbano e interurbano, a sanidade, os portos e os polígonos industriais. A atividade também foi interrompida nas principais e grandes empresas galegas, tais como Citroen, Inditex, Santa Bárbara, Ence, Poligal, Alúmina, Lignitos de Meirama, Adolfo Dominguez, Televes, etc...

A greve também se sentiu nos meios de comunicaçom: som vários os meios que nom saírom à rua, e aqueles que o figérom, vírom consideravelmente recortado o número de páginas.

A Delegaçom do Governo estimou em12'70% a incidência da greve. Segundo os seus dados, a maior incidência foi na província de Ponte-Vedra, com 17`5%, seguida pola Corunha, com 16%, Lugo, 9'7, e Ourense com 8%. Arsénio Fernández de Mesa, com o seu característico tom de chulapo castizo, argumentou que esta greve "nom tem nada a ver com outras, apesar do bom número de piquetes que agiu" em toda a Galiza, e que, continuou, estavam integrados "por muita gente", e dirigírom-se especialmente contra as grandes superfícies e negócios. Também destacou a "falta de colaboraçom" em alguns concelhos governados por "partidos que respaldam a greve".

O delegado do Governo espanhol na Galiza, Arsénio Fernández de Mesa, confirmava que cinco pessoas resultaram feridas na jornada de greve, e que outras tantas foram detidas por protagonizarem o que ele definiu como "actos vandálicos". Das cinco pessoas detidas, duas fôrom-no em Lugo, segundo fontes policiais por "alastrar o conteudo de bolsas do lixo no interior dum bar que nom queria secundar o paro", outras duas em Cangas do Morraço, "por emborcar contentores e ocasionar danos neles e em espelhos", e mais umha em Ponte-Vedra, acusada pola polícia de agredir umha caixeira dum supermercado; esta última, é membro da Direcçom Nacional da organizaçom política unitária da esquerda independentista, NÓS-Unidade Popular, e foi posto em liberdade ao meio-dia. As acusaçons contra eles, som, segundo as forças de ocupaçom espanholas, "ter levado a cabo agressons contra estabelecimentos, trabalhadores, carros e contentores do lixo".

Segundo informou o delegado do Governo espanhol, "localizárom-se e retivérom-se 63 pessoas em Vigo, encapuzadas e com bolas de aceiro, botes de pintura, martelos e pedras, prontas a fazer todo o tipo de barbaridades pola cidade". Finalmente nom fôrom detidos, ainda que sim, dixo Fernández de Mesa, "dissuadidos".

Os serviços sanitários atendêrom cinco pessoas ao longo da noite e primeiras horas do dia, entre as que figuram três membros da polícia espanhola (dous em Ferrol e um em Vigo) que resultárom contusionados ao enfrentarem-se aos piquetes para impedir que estes desenvolvessem o seu cometido nas empresas Citroem, de Vigo, e Alcampo, de Ferrol, e agindo como o que realmente: as forças que nutrem os contrapiquetes da patronal e do Governo espanhol e autonómico. Em Vigo, o polícia recebeu o impacto dumha bola de aceiro quando defendia a fura-greves que pretendiam entrar a trabalhar na Citroen, e em Ferrol dous polícias recebêrom o impacto dum carro da compra nas redondezas de Alcampo.

Rotas várias janelas dumha sucursal bancária (Bankinter) em Compostela.

A sucursal de Bankinter na rua General Pardinhas foi atacada na primeira hora da manhá por um grupo de trabalhadores/as que rompêrom o cristal do estabelecimento e lançárom um concel molotov no seu interior.

Localizárom-se ataques também a outros estabelecimentos no ensanche, e numerosos bancos, comércios, ETT's, etc... amanheciam no dia 21 com pintadas sobre as suas portas e pintadas.
Um comboio de Feve sofre na Corunha disparos com umha pistola de ar comprimido.
Um comboio de FEVE foi tiroteado com umha pistola de ar comprimido na paragem de Ferrarias, na Corunha, nas estaçons das Júvias e Sam Sadurninho. Os disparos fôrom realizados com perdigons de bola maciços desde um turismo, segundo testemunhas presenciais.

Queima de pneus e cortes do tránsito em Ourense

Vários pneus fôrom queimados de madrugada no polígono de Pereiro de Aguiar, enquanto em Sam Cibrao um piquete cortava o tránsito em dous tramos da estrada.

A factoria de PSA Citröen de Vigo fechou e paralisou a sua actividade

A Citroen paralisou a sua actividade às 6'00 horas, segundo informaçons sindicais, ao nom aceder ao trabalho a turma da manhá. Fura-greves, que pretendiam aceder à fábrica, fôrom increpados polos numerosos piquetes, decidindo finalmente, e apesar da forte presença policial, nom entrarem a trabalhar.

Citroen é a maior empresa sita na Galiza, com 10.300 trabalhores/as, e umha produçom de 2000 veículos diários.

Na cidade de Vigo produzírom-se queimas de contentores e roturas de vidros de diversos estabelecimentos, nomeadamente entidades bancárias e joioarias

A CUT e a CGT asseguram que a greve é o início dumha "atitude sindical de classe"

O membro da CUT; Manolo Caamanho, valorizou de forma positiva o desenvolvimento da greve, e assegurou que "a luita deve continuar". Indicou que este é o início do que "deve ser umha atitude sindical de classe".

A manifestaçom convocacada pola CGT e a CUT reuniu a mais de 2000 pessoas, segundo fontes jornalísticas, sob a legenda "Polos direitos da classe obreira: Greve geral!", finalizando na Porta do Sol.
Caamanho asegurou que "a greve nom valeria de nada e seria umha fraude à classe trabalhadora se nom tem um trabalho continuado o dia depois". A greve está motivada, dixo, "polas dúzias de decretaços dumha política antiobreira do PP, que antes levou a cabo o PSOE, e que recorta de forma drástica e escandalosa os direitos laborais, sociais e políticos". Qualificou a greve de altamente satisfatória, destacando o êxito absoluto em Vigo e no Morraço.

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