O FRANQUISTA MANUEL
FRAGA AFIRMA QUE DEFENDER A AUTODETERMINAÇOM É "UM GRANDE
CRIME"

7 de Agosto de 2002
O franquista Manuel Fraga,
actual presidente da Junta da Galiza desde 1991, e anteriormente filiado da
Falange, secretário geral de Educación Nacional
e ministro de Información, entre outros cargos durante o regime
fascista; manifestou ontem em Perbes o seu convencimento de que defender a
autodeterminaçom dos povos é "umha loucura e um grande
crime".
No contexto da ofensiva
das forças do sistema pola ilegalizaçom de Batasuna, após
o recente atentado da ETA no País Valenciano, Manuel Fraga criminalizou
de jeito directo as ideias independentistas ao afirmar literalmente que "luchar
por deshacer lo que se hizo a lo largo de los siglos con muchos esfuerzos
es una locura y un gran crimen".
Deste modo, um qualificado
representante do Partido Popular, o seu presidente-fundador, esclarece explícita
e impunemente que quem nom acatarmos a Constituiçom espanhola e a imposta
inclusom das nossas naçons na configuraçom do Estado espanhol
actual seremos tratados (já somos) como criminosas e criminosos. Em
palavras de Manuel Fraga ontem mesmo, reclamar a soberania nacional de umha
naçom como a Galiza supom "desviar-se de España y su unidad",
o que torna tais ideias criminais.
Numha altura histórica,
em que aqueles que no passado combatêrom coerentemente o franquismo
e a imposiçom constitucional espanhola, tenhem dado ao franquista Manuel
Fraga carta de natureza democrática, é mais necessário
do que nunca lembrarmos a trajectória deste personagem, da força
política que lidera e da ininterrompida continuidade que une o franquismo
e os dirigentes, altos, médios e baixos, do Partido Popular de hoje.
Os numerosos alcaides que na Galiza se mantenhem no posto desde antes de 1975,
os legisladores do controlo informativo como o próprio Fraga, também
responsável por assassinatos de operários efectivados pola polícia
espanhola às suas ordens. Um partido, o Partido Popular, que a dia
de hoje continua a negar-se a condenar no Parlamento espanhol o levantamento
ilegal e sangrento dos militares fascistas e os seus crimes a partir de 1936,
sem que por isso tema ser ilegalizado.
Este é o Partido Popular, este é o Manuel Fraga que criminaliza as ideias e se erige em defensor da dita "liberdade", e que ilegalizará Batasuna com o inestimável apoio de um PSOE alheio a qualquer decoro democrático.