A guardia civil espanhola mata de um tiro na cabeça um homem na fronteira de Ceuta
3 de Outubro de 2003

Um homem de 55 anos resultou morto por disparos da guardia civil na fronteira de Ceuta, durante umha violenta carga das forças repressivas espanholas contra cidadaos magrebis acusados de tentar atravessar o chamado "perímetro de segurança" que separa Marrocos das duas cidades marroquinas ocupadas polo Estado espanhol.

As autoridades espanholas apressárom a acusar os cidadaos marroquinos de lançarem pedras contra os uniformados espanhóis, que atacárom primeiro com material antidistúrbios e a seguir com fogo real. A versom oficial, como costuma acontecer nestes casos, di que um guardia civil tropeçou e a arma se disparou. O certo é que os militares hispanos estavam a fazer uso de fogo real contra um suposto lançamento de pedras, e que um dos agredidos polo corpo armado espanhol morreu de um tiro recebido na boca.

Estamos portanto ante um novo capítulo na história negra de um dos corpos militares espanhóis mais sanguinários e repressores, que acontece numha zona, a fronteira entre as cidades marroquinas ocupadas por Espanha e o solo oficialmente marroquino, em que continuamente acontecem casos de repressom brutal das forças policiais e militares espanholas contra populaçom imigrante.

A própria guardia civil irrompe assim no debate mediático sobre a conveniência ou nom da sua dissoluçom, afirmando-se no que sempre soubo fazer tam bem: a brutal repressom contra os povos.



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