Conflitos vicinais contra grandes empresas no Berço:
CALAMOCOS CONTRA GAS NATURAL S.A. E A PORTELA CONTRA A A-6

8 de Agosto de 2002

Ontem conhecemos polos meios de comunicaçom que o "Procurador Del Comúm", o Valedor do Povo de Castela e Leom, pediu que se paralizasse a construçom do gasoduto em Calamocos (Castropodame), solicitando que se suspendesse a licença outorgada, ao entender que a modificaçom do projecto inicial é ilegal. A vizinhança de Calamocos realizou no passado inverno várias mobilizaçons, chegando a interromper as obras, e interpugérom denúncias judiciais contra a empresa Gas Natural, ao considerarem que o projecto do gasoduto nom se ajustava ao previsto no projecto. Em Maio, logo de que fracassasse um acordo entre as partes, com a mediaçom da Junta de Castela e Leom, activárom-se as obras.

Agora, o "Procurador de lo Común" remeteu um escrito à "Consejeria" de Indústria da Junta de Castela e Leom em que solicita que deixe sem efeito a licença outorgada para o gasoduto Vilamanhám-Ponferrada, porque a modificaçom do projecto realizada em Calamocos (no município de Castropodame), nom dispom da necessária autorizaçom. Manuel Garcia Álvarez, Valedor do Povo em Castela e Leom, explica que a Junta deveria exigir à empressa concessionária, Gas Natural S.A., a apresentaçom dumha modificaçom do projecto que se poda aprovar legalmente se é correcta.

O gabinete do "Procurador de lo común", difundiu um comunicado em que argumenta que, com vista a poder indemnizar a vizinhança atingida, deveria iniciar-se o procedimento expropriatório dos terrenos que se vírom afectados pola modificaçom do projecto das obras. Outorga assim a razom à vizinhança de Calamocos, que defendeu que o traçado do gasoduto invadira os terrenos comunais sem tramitar legalmente dita ocupaçom.

"A execuçom do projecto afastava-se do aprovado ou autorizado, produzindo-se variaçons no traçado do gasoduto", sinala o gabinete do "Procurador", que adverte também que a concessom outorgada a Gas Natural S.A. para a infraestrutura em questom estabelecia, com clareza, que "o concessionário nom poderá modificar o projecto sem prévia resoluçom favorável do Serviço Territorial de Indústria" da Junta.
Além do mais, o "Procurador" assinala que no caso de Calamocos se produziu a ocupaçom dumha série de bens e direitos para instalar canalizaçons sem que se existisse a necessária autorizaçom administrativa para essa ocupaçom, "nem o consentimento e permissom dos proprietários atingidos".

A Portela ameaça com cortar a A-6 se nom se arranjam os danos das obras

Na localidade da Portela, no município da Veiga de Valcarce, @s vizinh@s ameaçam com iniciar mobilizaçons se nom se resolvem os danos ocasionados polas obras da Autovia do Noroeste (recentemente inaugurada no seu último tramo na passagem polo Berço). O pedáneo, Gervasio Fernández, apontou que mesmo cortarám a autovia se a UTE Bierzo (Uniom Temporal de Empresas), encarregada das obras desse tramo da a-6, abandona definitivamente a zona sem cumprir os compromissos de despejar o acesso à depuradora, limpar o cauce do rio e adecentar os caminhos danados.

O responsável da empressa viu-se na obriga de assinar umha declaraçom jurada sobre que estas melhorias se realizariam ao rematar as obras, para que fosse retirada a denúncia interposta pola vizinhança da Portela, mas os operários estám a abandonar as zona pouco a pouco, sem que a empresa atenda os seus compromissos.

Gervasio Fernández explicou que o próprio engenheiro respondeu que nom recebera nengum tipo de comunicaçom oficial para levar adiante esses arranjos, polo que nom tinham previsto fazê-los.

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