UM ALTO MANDO DO GOLPISTA EXÉRCITO ESPANHOL AMEAÇA EM FERROL A QUEM "POM EM ENTREDITO A PÁTRIA ESPANHOLA"

A notícia passou inadvertida fora da cidade de Ferrol, onde no passado dia 6 de Julho o comandante espanhol José López de Sagredo Camacho aproveitou umha "jura de bandera" para deixar patente ante 181 recrutas a reaccionária e expansionista ideologia do golpista exército espanhol ainda na actualidade.

López de Sagredo Camacho afirmou que "hoje em dia a pátria espanhola está em entredito, nomeadamente nalgumhas partes do território nacional, mas, embora poda pesar a alguns, Espanha é a nossa pátria com maiúsculas". Segundo ele próprio reconheceu, o seu alegato nacionalista espanhol partiu do questionamento que a "grandiosa história" do seu país está a sofrer, segundo ele "por motivos egoístas ou em todo o caso pouco confessáveis". Mas assegurou que os separatistas "tratam inutilmente de despreender-se do nosso passado", já que o militar espanhol acha que "após muitas vicissitudes históricas que incluem mais de umha guerra, a maravilhosa gente que forjou Espanha decidiu no seu dia que tinham um destino comum, umha língua comum e umha forma de ver a vida comum que os diferenciava como entidade nacional".

A incondicional e joseantoniana defesa de Espanha por parte deste representante da casta militar hispana atingiu o seu culmem quando arengou os recrutas para, com ele, "cumprirem a missom que a Constituiçom [espanhola] nos encomenda: garantir a soberania e independência da nossa pátria e defender a sua integridade territorial", em clara alusom à possível intervençom militar contra os projectos independentistas existentes nas diversas naçons sem Estado sob administraçom espanhola.

Durante o discurso, pronunciado num acto oficial na Base Naval da Granha, em Ferrol, o comandante López de Sagredo Camacho estivo acompanhado polo Chefe do Estado Maior da Zona, Juan Serón, representante máximo do Ministério espanhol de Defesa na Galiza. Nom é por acaso que estas ameaças som pronunciadas num país como a Galiza e num contexto como o actual em que o Estado espanhol se dispom a ilegalizar umha organizaçom política independentista como a basca Batasuna.

O protagonista deste "incidente", que nom foi que se saiba admoestado polo Ministério, foi até criticado por meios de comunicaçom locais pouco suspeitos de "ánti-espanhóis". Sabe-se que é assíduo colaborador de entidades náuticas privadas e de elite, mantendo estreita colaboraçom com a Junta da Galiza em actividades desse ámbito, organizando regatas, fazendo parte de júris em concursos náuticos, etc.

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Imagem da "Jura de bandera" do passado dia 6 de Julho, durante a qual se produziu a arenga "ánti-separatista"