Greve de fame contra os responsáveis polas marés negras
17 de Dezembro

As confrarias pescadoras de Ogrobe e Cangas estám em greve de fame indefinida em protesto polo abandono da Administraçom espanhola na luita contra as marés negras que de maneira consecutiva estám a destruir o litoral galego.

A greve começou no dia 15 de Dezembro e servirá para reclamar "dignidade" para os trabalhadores e trabalhadoras do mar da Galiza. Os pescadores confirmárom estar dipostos a "todos os sacrifícios necessários com os nossos barcos e o nosso próprio esforço, mas todos sabemos que com este esforço nom chega, cumprem meios técnicos modernos para assegurar que as manchas nom penetrem nas nossas rias e assegurar o futuro para todos nós, os nossos filhos e as nossas famílias".
No mesmo comunicado, a confraria afirma que que "levamos requerendo estes meios repetidamente e desde há semanas, inclusive os pedimos a Fraga e López Veiga, mas continuam sem serem despregados nem levados à entrada da ria arousana". "Cumpre um Plano de Emergência", e ante "a sua ausência e a falta de perspectivas de dispor desses meios para combater as manchas de fuel", a greve de fame torna um dos últimos recursos para exigir umha mudança na política institucional da crise do Prestige.
Um mês depois do início do desastre, continuamos a ver como som os próprios trabalhadores e trabalhadoras do mar quem enfrentam a crise praticamente em solitário, com os seus próprios barcos e aparelhos, elaborando barreiras artesanais. Esvaiu-se qualquer presença e nom digamos já liderança por parte do Estado espanhol e as suas instituiçons, que unicamente lideram o controlo mediático da informaçom sobre a crise, situando militares, membros da família real e autoridades políticas ante as cámaras para transmitir umha visom deformada do que está a acontecer na costa galega.

As mobilizaçons, enfrentamentos e outras medidas de luita como a greve de fame protagonizada polos trabalhadores do mar som sistematicamente silenciadas e minorizadas em favor de campanhas afectivas e de caridade.

Contodo, é evidente que a luita continua. E deve continuar e aumentar até acabarmos com os inimigos do povo galego, autenticos protagonistas e responsáveis pola maior agressom ecológica contra a nossa pátria. Porque Espanha é a nossa ruína.



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