NÓS-Unidade Popular ADERE À GREVE GERAL DE 20 DE JUNHO

A organizaçom unitária da esquerda independentista, NÓS-Unidade Popular, fijo pública a sua campanha de apoio à greve geral de 20 de Junho, umha jornada que NÓS-UP concebe como "de luita obreira e nacional polos direitos laborais da classe trabalhadora, contra o fascismo, polas liberdades individuais e colectivas da Galiza". A militáncia de Primeira Linha, integrada na organizaçom unitária independentista, participará activamente na preparaçom e desenvolvimento da jornada de luita de acordo com a campanha aprovada por NÓS-UP. A seguir, reproduzimos a imagem de campanha e o texto feito público por NÓS-Unidade Popular ante a próxima greve.

 

 

20 DE JUNHO, GREVE GERAL

Paremos a ofensiva do PP

Luita obreira e nacional

A classe trabalhadora galega deve demonstrar no 20 de Junho, -aderindo e participando activamente na greve geral-, a sua imensa capacidade de luita e mobilizaçom para poder parar e derrotar a política reaccionária da oligarquia espanhola.

Há agora um ano, os principais sectores produtivos da Galiza ficavam praticamente paralisados por mor da greve geral nacional de 15 de Junho que embora exitosa nom se converteu, pola traiçom do sindicalismo reformista, no necessário ponto de arranque de umha ofensiva operária e popular contra o governo do PP, responsável da destruiçom das conquistas sociais e as liberdades democráticas.

Para NÓS-Unidade Popular, esta greve persegue vários objectivos concretos: lograr que a grande burguesia espanhola retire a reforma do desemprego aprovada por decreto há umhas semanas porque obriga os/as desempregad@s com subsídios a aceitar tanto empregos lixo quanto trabalhos distantes até 30 quilómetros ou duas horas da morada, com o conseguinte enfraquecimento do salário real que suporám os gastos em transporte e o aumento do horário laboral que implica o tempo de deslocamento, e com a possibilidade, no nosso caso, de que se nos obrigue a trabalhar no estrangeiro; facilita e embaratece ainda mais o despedimento; exclui o subsídio a colectivos em situaçom de precariedade; precariza ainda mais a contrataçom por meio do "contrato de inserçom"; obstaculiza receber prestaçom aos/às trabalhadores/as com indenizaçom por despedimento; transforma um direito conquistado numha esmola assistencial; estigmatiza os/as desempregados/as convertendo-os em preguiceiros, corruptos e parasitas sociais; pretende privatizar o INEM.

Umha greve para atingir igualdade de direitos e salários entre as trabalhadoras e os trabalhadores, contra a ofensiva machista e patriarcal do capitalismo.

Umha greve polos direitos e contra a brutal criminalizaçom da mocidade galega.

Umha greve contra a involuçom fascista do PP que me-diante a Lei de Partidos Políticos pretende ilegalizar as organizaçons populares e as forças políticas revolucionárias, independentistas e anti-capitalistas, ou median-te a Lei da Qualidadde do Ensino continuar com a privati-zaçom, espanholizaçom e destruiçom do ensino público.

Umha greve contra a pobreza, a marginalizaçom e a exclusom social.

Umha greve polos direitos nacionais da Galiza, contra a destruiçom da naçom galega polo imperialismo espanhol.

O êxito do 20 de Junho só vai ser possível mediante a massiva participaçom da classe trabalhadora, a mocidade e as mulheres numha jornada de luita caracterizada pola combatividade e a firme vontade de paralisar todos os sectores produtivos do país. A esquerda independentista galega considera imprescindível desmascarar qualquer tentativa do reformismo e o autonomismo de encarar a greve como um mero facto pontual e administrativo que evite o conflito social e seja pactista e respeitoso com as medidas adoptadas polo PP para fazer fracassar a greve.

O 20 de Junho deve ser umha grande vitória das classes trabalhadoras galegas, o início dumha estratégia de luita e mobilizaçom de massas, único mecanismo para poder evitar mais recuos nas nossas condiçons de vida e mais recortes nas liberdade e os direitos democráticos.

Som horas de passar à ofensiva, radicalizar as luitas, dar-lhes sentido global, para podermos evitar que o grande capital continue a acumular ano após ano mais lucros à custa do empobrecimento da classe trabalhadora e os sectores populares.

O 20 J deve ser concebido como umha grande jornada de luita obreira e nacional polos direitos laborais da classe trabalhadora, contra o fascismo, polas liberdades individuais e colectivas da Galiza.

 

Tod@s à greve geral!

Adiante coa luita obreira e popular!

Paremos o fascismo!

Independência, socialismo e antipatriarcado!

 

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