Documentados os maus tratos dos USA contra presos árabes


Fotos de prisioneiros afegaos amarrados e encapuçados, dentro de um aviom militar norte-americano, chegaram ontem ao Departamento de Defesa dos EUA, onde se supom que o episório será investigado. As imagens fôrom divulgadas na Internet e na imprensa internacional, e agora, segundo Victoria Clarke, porta-voz do Pentágono, serám examinadas polo Comando central da Aeronáutica.
Som quatro instantáneas, captadas a partir da porta traseira de um aviom C-130, atestam maus-tratos praticados contra os prisioneiros de guerra capturados pelos EUA no Afeganistám, depois do ataque àquele país em 7 de Outubro do ano passado. Aparecêrom pola primeira vez no site www.artbell.com, enviados por um internauta que nom se identificou.
Fontes militares reconhecêrom que aeronaves desse modelo fôrom usadas no traslado de prisioneiros para a base naval norte-americana de Guantánamo, Cuba, onde se encontram hoje cerca de 600 prisioneiros, de 43 nacionalidades. Mas para o tenente-coronel norte-americano Dave Lapan, o que preocupa nom som os prisioneiros maltratados e sim o vazamento e divulgaçom das fotografias. Lapan reconheceu, contudo, que nom se trata de umha montagem fotográrica, mas de uma imagem real captada durante um voo de transporte de presos.
Ainda nom se sabe se som imagens oficiais, tomadas pola Aeronáutica para documentar suas operaçons, e difundidas por alguém nom autorizado, ou de fotos tiradas em carácter privado por algum soldado norte-americano.


600 prisioneiros num limbo legal

O tratamento dispensado polos norte-americanos aos prisioneiros da Guerra do Afeganistám, feita em nome do antiterrorismo, tem sido desde o início alvo de críticas dentro e fora dos estados Unidos. Prisons sem provas, nom admissom de direitos legais, detençons por tempo ilimitado som algumhas das denúncias de organizaçons de direitos humanos como a Amnistia Internacional.
Washington nom considera os encarcerados no Afeganistám como prisioneiros de guerra, mas como "combatentes inimigos". Sendo assim, nom estariam protegidos pela Convençom de Genebra, mas situados dentro de um limbo legal. O advogado de alguns presos iemenitas colocados nesta situaçom chegou a tentar umha açom através do sistema judiciário cubano - já que a base naval de Guantánamo está em território de Cuba, embora ocupada há quase um século polas forças armadas norte-americanas.
O secretário da Defesa, Donald Rumsfield, anunciou alguns dias atrás a libertaçom de parte dos presos de Guantánamo, que se encontram na base naval há mais de nove meses. Os primeiros libertados fôrom considerados inocentes e recebêrom um documento reconhecendo que "nom representam umha ameaça para os Estados Unidos, nom possuem informaçom de valor sobre a rede de Osama Bin Laden e nom constam contra eles provas que permitam levá-los a julgamento".

 

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