A guerra que vem: os ianques nom tenhem provas contra o Iraque, mas insistem em promover a guerra

4 de Fevereiro de 2002

Colin Powell nom apresentou nem apresentará provas contra o Iraque perante o Conselho de Segurança da ONU. Os ianques dedicam-se apenas a levantar supostos indícios sobre supostas ligaçons do governo de Saddam Hussein com Al-Qaeda como coarctada para os seus planos genocidas.
Collin Powell afirmou que "gostaria de estar em condiçons de apresentar provas" como as divulgadas no dia 25 de outubro de 1962 polo embaixador norte-americano na ONU, Adlai Stevenson, que mostrou fotos que evidenciavam a instalaçom de mísseis em Cuba pola Uniom Soviética. "O que faremos será compartilhar com a comunidade internacional mais informaçons que mostram que Saddam Hussein nom quer respeitar as resoluçons internacionais", dixo retoricamente o representante ianque.

Três mil bombas sobre Bagdad

Apesar da grande fraude em que se sustenta a campanha imperialista dos USA contra o Iraque, o Pentágono confirmou a sua intençom de deitar três mil bombas e mísseis sobre o Iraque nas primeiras 48 horas da guerra que iniciará.
Amer al Saadi, representante diplomático iraquiano, afirmou numha reuniom com umha delegaçom do Parlamento Europeu que visita Bagdad, afirmou que o seu país coopera com os inspectores de desarmamento das Naçons Unidas e qualificou o governo dos EUA de "umha mafia que nom pensa nos dramas humanos" que pode causar umha guerra no Iraque.

Objectivo: tomar conta das riquezas e de umha área geoestratégica fundamental

Cada vez torna mais evidente que os ianques pretendem unicamente tomar conta da área do Médio Oriente e da Ásia Central, modificar todo o mapa político da zona e impor o controle territorial efectivo e dos seus recursos energéticos. O Governo USA já anunciou que imporá um governo militar "amigo" no Iraque durante os meses que se sigam à sua hipotética vitória na segunda guerra do Golfo, tal como fijo no Afeganistám.
A quem justifica o aniquilamento do povo iraquiano com a escusa de acabar com o ditador Saddam, haverá que lembrar-lhe o apoio dos Estados Unidos da Norte-América às ditaduras da zona que lhe servem de bases operativas e sortidores de petróleo, a começar polo próprio Koweit ou a Arábia Saudita. Longe de procurar a democratizaçom do país ou a libertaçom do oprimido povo curdo, os USA continuarám a oprimir o seu esmagamento como já fam apoiando do regime turco contra a mesma resistência curda, ou o sionista Estado de Israel na matança de palestinianos.

Kadafi: "vencerá o terrorismo"

O chefe de Estado líbio, Muammar Kadafi, estimou, em Adis-Abeba, capital da Etiópia, que, em caso de guerra com o Iraque, "vencerá o terrorismo". Afirmou ainda que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, "permanecerá no Iraque ou morrerá", mas nom partirá para o exílio.
"Nom acreditem nas mentiras segundo as quais Saddam Hussein irá abandonar o Iraque", acrescentou aos jornalistas, após a abertura da primeira Reuniom de Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e Governo da Uniom Africana, na capital etíope.

USA pretende financiar um canal televisivo próprio para os países árabes

A penúltima novidade da cruzada ianque contra os povos árabes é a sua intençom de criar umha rede televisiva nessa língua, com financiamento da Casa Branca, que espalhe na regiom o pensamento pró-imperialista. O controlo directo das emissons corresponderia à Administraçom USA, a mesma que está por trás das pressons que levárom o Governo do Koweit a clausurar a delegaçom da emissora de TV Al Iazeera no seu país. O motivo? A emissom de mensagens do movimento islámico e de informaçons sobre os movimentos antiimperialistas nos países árabes.

A luita antiimperialista continua

Entrementes, centos de milhares de pessoas continuam a participar em protestos contra a guerra enchendo as ruas ao longo de todo o mundo. Umhas mobilizaçons em ascenso também nos próprios Estados Unidos da América, que testemunham a negativa dos povos do Planeta a apoiar a escalada terrorista do imperialismo ianque e as suas comparsas, Tony Blair, José María Aznar, Silvio Berlusconi e outros destacados dirigentes políticos e grupos de pressom transnacionais.


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