USA baralha situar um ianque à frente do governo iraquiano de pós-guerra
22 de Fevereiro de 2003

O jornal norte-americano "The Washington Post" confirmou, na sua ediçom da sexta-feira 21 de Fevereiro de 2003, que a Administraçom Bush assumirá directamente o controle das instituiçons iraquianas após a derrocada do regime actual. Em concreto, baralha-se a nomeaçom de um civil norte-americano como responsável máximo do país, alguém "de estatura", como poderia ser um ex-governador de Estado ou um embaixador.
Ao mesmo tempo, o exército ianque garantiria condiçons de segurança ao governo fantoche, permanecendo em território iraquiano por tempo indefinido.
Como parte deste plano, a Casa Branca confirmou na passada semana aos líderes da oposiçom iraquiana no exílio que nom vai ceder-lhes a elaboraçom do novo governo, ainda que sim permitirá que um máximo de vinte e cinco cidadaos dessa nacionalidade fagam parte de um dito "conselho consultivo" que ajudaria ao governo imposto polos USA.

Inquerido sobre esta notícia no canal de televisom árabe MBC, o secretário de Estado ianque, Colin Powell, respondeu: "Logo que pudermos, havemos transferir a autoridade para umha liderança civil, talvez inicialmente de carácter internacional, enquanto se desenvolve umha nova liderança iraquiana que inclua membros da actual oposiçom, bem como outras pessoas que estejam dentro do país, que som responsáveis e que estám comprometidos com os mesmos valores que os opositores de fora do país".
Ante a pluralidade da oposiçom política ao regime actual, no mais populoso país árabe do Oriente Médio, com vinte e três milhons de habitantes, o imperialismo ianque nom acaba de decidir-se pola fórmula de domínio mais acaída, flutuando entre impor o seu exército directamente durante uns meses, um governo civil norte-americano ou multinacional. De qualquer maneira, a perda de soberania por parte do povo iraquiano fica garantida seja qual for a fórmula finalmente escolhida.
O fracasso do modelo aplicado no Afeganistám, onde o governo fantoche constituído por afegaos nom consegue impor a sua autoridade, fai com que os EEUU estudem outras possibilidades a implimentar após a destruiçom do país e a queda do partido Baats.
No que di respeito à assunçom do financiamento da guerra que os USA prepara (com apoio espanhol), se na primeira Guerra de 1991 foi o Koweit quem se fijo cargo das despesas, nesta ocasiom os USA estám preocupados com a preservaçom dos poços petrolíferos iraquianos para que a sua espoliaçom posterior garanta que os ianques recuperaem o dinheiro investido da devastaçom de todo um país.



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