Coa reforma do IRPF o PP favorece os interesses da oligarquia

O governo do PP vem de reformar o IRPF, melhorando substancialmente a tributaçom das rendas de capital. Novamente rebaixa-se o tipo ao aplicar as maisvalias, passando do 18 ao 15 por cento. As maisvalias ou também chamados incrementos patrimoniais som as rendas de capital acumuladas e que tributam quando se realizam. Os últimos governos do PSOE já lhes concedérom um trato de favor, e o PP ao pouco de chegar ao poder culminou a tarefa segregando-os da tarifa progressiva do IRPF e gravando-os exclusivamente a um tipo único do 20 por cento. Depois do 20 chegou o 18 e agora o 15 por cento. Com esta medida o PP grava à classe trabalhadora, ao gual que no Antigo Regime, no que a aristocracia estava exenta de impostos e os tributos recaiam só sobre as camadas populares.

Às empresas também se lhes reduz do 18 ao 15 por cento o gravame a aplicar no Imposto de Sociedades sobre as maisvalias geradas. Simultaneamente incrementa-se do 30 ao 40 por cento a reducçom que se aplica ao imposto sobre os interesses gerados polos depósitos bancários e os títulos de renda fixa superiores a dous anos. O governo de Aznar pretende rebaixar a tributaçom do capital e a dos contribuintes com rendas altas, incrementar o porcentagem a deducir bem no IRPF ou no Imposto de Sociedades polas doaçons a fundaçons e associaçons previstas na "Lei do Mecenazgo". Assim a oligarquía económica e financieira, com recursos públicos -os que deveriam ir à Fazenda Pública como impostos-, pode controlar a cultura e demais meios para conformar a opiniom pública.

Basicamente é o Imposto de Património o que sai mais beneficiado. Rebaixa-se do 70 ao 60 por cento o tope máximo a pagar conjuntamente polo IRPF e o Imposto de Património. Mas ainda é mais grave porque esta porcentagem aplica-se exclusivamente à base geral do IRPF, excluidas as maisvalias ou, o que é quase o mesmo, sobre as rendas de trabalho, com o que paradoxalmente o Imposto sobre o Património será pago únicamente por aqueles que tenham rendas de trabalho, e estarám na prática exentos os que nom tenham ingressos de trabalho e todas as suas rendas provenham das maisvalias obtidas com o seu património.


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