400 pessoas assistem em Ponferrada à estreia em galego do filme "O lápis do carpinteiro"

Grande êxito da convocatória de Fala Ceive, reclamando mais umha vez os direitos lingüísticos das e dos galego-falantes no Berço

Em 22 de Maio, às sete da tarde, era o dia programado para a estreia do filme "O lápis do carpinteiro" em Ponferrada. A grande novidade desta estreia era que se tratava da primeira vez que umha película era projectada em galego no Berço num cinema comercial. A direcçom das salas "La Dehesa" aceitárom a proposta de Fala Ceive para estrear este filme, baseado na obra de Manolo Rivas, depois de que esta apresentou o compromisso assinado de vários centos de pessoas que se comprometiam a assistir a esta projecçom. O esforço investido por Fala Ceive para levar adiante esta iniciativa viu-se recompensado com a assistência de perto de 400 pessoas à projecçom do filme.

Desde meia hora antes sobre o horario previsto, centos de pessoas esperavam já na fila para entrar nas duas salas em que se ia poder ver o filme, e fôrom várias dúzias as que nom pudérom entrar por falta de entrada. Estas, havia que tirá-las com antecipaçom de vários dias.

Antom Reixa assistiu à estreia, e tivo umhas palavras iniciais de apresentaçom do filme, e de agradecimento a Fala Ceive por ter feito possível a projecçom do filme em Ponferrada na sua versom em galego. Nom pudo assistir finalmente Manolo Rivas, por motivos pessoais, mas mandou umha mensagem de agradecimento e de saudaçom a esta iniciativa.

A estreia do filme, e a conferência de imprensa prévia, que se desenvolveu em galego, converteu-se também num alegato em favor da nossa língua nesta comarca galega hoje sob administraçom da Junta de Castela e Leom. "Falar galego no Berço nom é umha questom de arqueologia, é fazer riqueza", assegurou Reixa, que afirmou que se rodou o filme em espanhol foi por umha "concessom à produtora". Também se congratulou de poder estrear o filme em Ponferrada e em galego com tam boa acolhida por parte do público, e lamentou que os distribuidores "ficassem curtos" com as três cópias em galego que se exibem no territorio da Comunidade Autónoma.

Finalmente, Reixa louvou o labor da ARMH (Associaçom para a Recuperaçom da Memória Histórica), organizaçom que quer desvendar e dar a conhecer a realidade da guerra provocada polo levantamento fascista espanhol de 1936, recuperando a memória perdida, o que, segundo ele, tem muito a ver com o seu filme


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