NÓS-UNIDADE POPULAR REJEITA A ACÇOM IMPERIALISTA DO EXÉRCITO ESPANHOL NA ILHA AFRICANA DE LEILA

Também condena o apoio de Francisco Rodríguez, deputado do Bloque Nacionalista Galego (BNG), às posturas expansionistas do Governo espanhol

17 de Julho de 2002

Na madrugada de hoje, um destacamento militar espanhol, do exército de Terra, apoiado por unidades da Armada espanhola, tem ocupado a ilha africana de Leila (para os espanhóis, "Perejil"), detendo, e posteriormente expulsando, os soldados marroquinos que permaneciam na mesma desde o passado dia 11 de Julho.

A acçom militar, levada a cabo por forças do exército de Terra espanhol, juntamente com o apoio da Armada e da Guardia Civil, e as intervençons da ministra espanhola dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Defesa, no Congresso dos Deputados, numha sessom conjunta e extraordinária da Comissom de Defesa e Exteriores, para "explicar" e "justificar" a acçom militar, mostram claramente o carácter nacionalista agressivo, portanto, imperialista, do Governo espanhol, que nom duvida em pôr em andamento um operativo militar, de incalculáveis e graves conseqüências, para simplesmente ver ondeando novamente a bandeira espanhola num pequeno penedo abandonado, internacionalmente reconhecido como "terra de ninguém", e ver assim satisfeito o seu doído imperalismo decimonónico.

A numantina defesa de um desabitado penasco marroquino tem mobilizado grande quantidade de dotaçons bélicas por parte do Estado espanhol, além da unanimidade das forças constitucionalistas hispanas (políticas e mediáticas), às quais lamentavelmente se tem somado na tarde de ontem o representante do BNG no Congresso dos Deputados espanhol, ao votar a favor dumha resoluçom, de clara conteúdo expansionista e imperialista, que tam só procurava dar cobertura política à decisom, já tomada na altura, de atacar, militarmente, a ilha africana de Leila. É mais umha mostra de covardia política ter-se prestado a apoiar tal resoluçom que, textualmente, prestava "apoio ao Governo para restaurar a legalidade internacional e o statu quo anterior aos factos", junto de quem, dia a dia, espezinha e tripa a liberdade e a soberania da Galiza, nom sendo sequer capaz de somar a sua voz à de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), e Eusko Alkartasuna (EA), as únicas duas forças (nom por acaso nacionalistas) presentes no Congresso que nom apoiárom esse pronunciamento.

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Rapazes marroquinos olham a ilha de Leila desde a costa africana