
O Comité Central de Primeira Linha, perante o Dia da Pátria, manifesta ao conjunto da classe trabalhadora galega, às mulheres, à mocidade e aos sectores populares que componhem o Povo Trabalhador Galego que:
1- O Dia da Pátria
de 2002 tem lugar no quadro dumha conjuntura política nacional e internacional
em muitos aspectos susbtancialmente diferente à do ano passado.
Galiza nom é alheia ao processo de aceleraçom geralizada da
involuçom fascistizante que vem adoptando o capitalismo após
o golpe de estado mundial que deu o complexo militar-industrial aproveitando
os acontecimentos de 11 de Setembro.
A política económica
e social do governo Fraga continua conduzindo o nosso país para a sua
ruína e o empobrecimento e precarizaçom das massas trabalhadoras.
A renda da Galiza prossegue afastando-se da média espanhola. O desemprego
aumenta. A eventualidade e precariedade laboral caminham a converterem-se
em maioritárias nas condiçons de trabalho da classe operária,
especialmente entre as mulheres e a juventude. O nosso idioma e cultura nacionais
agonizam inexoravelmente suportando a persistente agressom espanhola.
A destruiçom do sector agro-gadeiro, da pesca, fai parte da vasta estratégia turistificadora que o imperialismo espanhol tem traçado para o nosso país com o objectivo de susbtituir a economia produtiva e inviabilizar o projecto nacional.
Simultaneamente a esta
ofensiva contra as conquistas e direitos operários e populares, a burguesia
espanhola tem aprofundado no recorte das tímidas liberdades formais,
no controlo social, na repressom, e na criminalizaçom das organizaçons
e forças democráticas. A Lei de Partidos Políticos, recentemente
aprovada, procura ilegalizar a dissidência e condenar ao ostracismo
os projectos revolucionários e rupturistas como o que o nosso Partido
e conjunto do MLNG representa. A Lei do Botelhom busca evitar a implicaçom
juvenil nas luitas populares. A Lei de Qualidade alargar a espanholizaçom
e elitizaçom do ensino. A futura Lei de Greve proibir o exercício
da luita de classes.
Espanha cada vez se parece mais à Turquia da Uniom Europeia.
A oligarquia e o Estado do qual se dotou para defender os seus privilégios e interesses de classe, perante a fraqueza, a pouca consolidaçom da identidade da naçom espanhola, e as dificuldades para manter e incrementar a taxa de ganho, -por mor da crise estrutural da modo de produçom capitalista-, optou por relançar umha ampla campanha nacionalista, até o extremo de recuperar o militarismo africanista, tal como vem de acontecer no ilhéu de Leila.
2- Para além
de matizes, o conjunto das forças parlamentares, espanholas ou autonómicas,
som responsáveis directas ou indirectas por esta dramática situaçom.
PP e PSOE, como expressons das principaias fracçons da burguesia, coincidem
plenamente nas medidas, e no caso do autonomismo social-democrata representado
polo BNG, após a encenaçom da sua plena claudicaçom com
Espanha e o capital, -mais alá de retóricas e epidérmicas
diferenças-, secunda ou nom se enfrenta à involuçom do
capitalismo e do imperialismo espanhol. O seu apoio ao governo do PP, aderindo
à resoluçom do Congresso espanhol em prol da recuperaçom
do statu quo da Leila, é paradigma desta submissom.
Só a esquerda independentista,
o conjunto de mulheres e homens, de entidades que configuramos o
emergente Movimento de Libertaçom Nacional Galego, tem demonstrado
que outra Galiza nom só é possível, senom que cada dia
se fai mais necesessária.
A independência nacional, o socialismo e a superaçom do patriarcado som as únicas alternativas reais para poder solucionar os graves problemas da Galiza e do seu Povo Trabalhador. A Administraçom Única, o Estado plurinacional, a reactivaçom do estatuto, a federalizaçom do Estado das Autonomias, ou qualquer das fórmulas das forças políticas esapanholas ou autonomistas, som vácuas e inconsistentes propostas que aparentando mudar algo sirvam para manter todo inalterável.
3- Mas também neste último ano temos assistido a umha recuperaçom das luitas populares com a configuraçom de importantes movimentos de massas contra as políticas neoliberais aplicadas pola burguesia. A luita do estudantado contra a LOU entre Outubro de 2001 e Abril de 2002, o êxito das mobilizaçons antiglobalizaçom contra a cimeira dos ministros da repressom da UE em Compostela no mês de Fevereiro, a massiva resposta do proletariado e do conjunto do Povo Trabalhador Galego contra o Decretaço na greve geral de 20-J, som mais do que evidências da necessidade de luitar contra o presente de que cada vez som mais conscientes amplos sectores populares
4- O 25 de Julho de
2002 é o primeiro aniversário da constituiçom da organizaçom
de massas, unitária e plural de que se dotou a esquerda independentista
há agora um ano. Estes doze meses demonstrárom o acertado
do processo que conflui na constituiçom de NÓS-Unidade Popular
e da necessidade peremptória de manter, aprofundar e alargar este projecto
independentista, socialista e anti-patriarcal em que tenhem cabimento tod@s
@s galeg@s dispostos a luitar pola liberdade do nosso país, a emancipaçom
da nossa classe e a superaçom dos privilégios e opressom do
patriarcado.
@s comunistas galeg@s manifestamos a nossa satisfaçom por ter contribuido, com o resto de centos de companheiros e companheiras independentistas, à construçom da ferramenta revolucionária de massas imprescindível para organizar o Povo Trabalhador Galego na luita contra Espanha, o capital e o patriarcado; pola liberdade, a justiça e a igualdade.
5- Primeira Linha,
como organizaçom comunista inserida mo movimento de libertaçom
nacional e social de género da Galiza, apela ao conjunto dos sectores
mais combativos da classe operária, das mulheres, e da mocidade, a
participar activamente nos actos convocados polo conjunto das entidades do
MLNG no Dia da Pátria.
Primeira Linha secunda a VII Rondalha da Mocidade e o concerto realizado pola AMI, a organizaçom juvenil do MLNG, na tarde e noite de 24 de Julho, assim como a mobilizaçom e actos políticos de NÓS-Unidade Popular do 25 de Julho.
Comité Central de Primeira Linha
Galiza, 17 de Julho de 2002
Galiza nom é Espanha
Por umha Galiza independente,
socialista e nom patriarcal!
Viva a luita de libertaçom
nacional e social de género!