Manifesto d@s trabalhadoras/es dos meios de comunicaçom

DENUNCIAMOS

A censura:
A manipulaçom e a censura estám caracterizando o tratamento informativo da maré negra. Nom estamos diante dum caso excepcional. Nesta ocasiom a sociedade galega reagiu contra a manipulaçom, ao comprovar que a evidência dos factos nom se corresponde com as informaçons facilitadas polos meios. A dimensom social da catástrofe, ao tratar-se dum facto nom previsto nas agendas, pujo en evidência umha prática habitual, embora disimulada, nas empresas mediáticas.
Num sector laboral altamente precarizado, @s trabalhadoras/es dos meios vem-se na obrigaçom de focar as informaçons segundo os critérios da empresa, obviando outros dados informativos. Quem propom outro tipo de focagem é reprendido ou se lhe lembra a sua vacilante situaçom contractual. A desorganizaçom no sector agudiza a indefensom d@ trabalhador/a, que se ve isolad@ e recorre à auto-censura como meio de manter o seu emprego. @ trabalhador/a é @ primeir@ em evitar determinados pontos de vista por medo a represálias.
O resultado som notícias sobre autovias finalizadas quando nom o estám. Publirreportagens encobertas que obedecem a interesses comerciais. Temas sobredimensionados como o Jacobeu, o desporto ou as festas gastronómicas. Todo para dar umha sensaçom de normalidade que nom concorda com as necessidades informativas da cidadania. Tratam de mostrar um país idílico. Mas a imagem dos marinheiros recolhendo o chapapote coas maos evidenciou a realidade dum dos países menos desenvolvidos da UE.
A manipulaçom é quotidiana.

O oportunismo:
Determinadas empresas, frente à catástrofe, estám a oferecer un abano mais amplo de pontos de vista. Mas este suposto pluralismo nom emana da livre vontade d@s trabalhador@s da redacçom. É a empresa quem pom os limites ao pluralismo. Nestes meios que dim praticar bom jornalismo também há temas que som excluídos se nom concordam com a estrategia corporativa. @s trabalhadoras/es vem-se inmersos em desputas mediáticas e devem criticar os adversários da sua empresa e defender os seus aliados, independentemente dos factos.
Nom há bons jornalistas, se nom há jornalistas livres.

EXIGIMOS

Liberdade para informar:
Frente à incompetência informativa acreditamos na capacidade para organizarmo-nos por nós mesmos, como os marinheiros frente à mancha. Que pessoa focar, que linha escrever, que declaraçons incluir ou que plano montar som decisons que devem contar com a participaçom de quem elabora directamente as informaçons. Cúmpre recuperar o contacto com as fontes de informaçom nom oficiais e ir além das previsons de empresas e instituiçons. O conjunto da redacçom deve tomar parte na configuraçom do que é notícia. Técnic@s, cámaras, gráficos, redactores/as, fotógraf@s...etc..., devem fixar objectivos comuns. Organizar o trabalho para cumprir melhor esses objectivos também deve ser tarefa comum. Às/aos que trabalhamos na rua, diante do computador, detrás da cámara ou na mesa de montage temos que poder organizar turmas ou configurar horários para optimizar o rendimento. Se @s trabalhadoras/es consideram necessário ter postos de responsabilidade e coordenaçom, serán eleitos democraticamente. Umha empresa que concibe @s seus/suas trabalhador@s como peças dumha engranage, sem iniciativa própria, está dilapidando o seu capital humano.
Democracia nas empresas.

Trabalho digno:
Em geral, a sociedade galega ignora como se elabora a informaçom que recebe. Um dos mecanismos utilizados polas empresas para manter a manipulaçom e a censura é a precária situaçom laboral d@s trabalhadoras/es. O medo ao desemprego coarcta a liberdade d@s profissionais da informaçom. @s trabalhadoras/es e bolseir@s eventuais continuam nas empresas só se amoldam aos critérios empresariais. As longas jornadas laborais de duvidosa legalidade som um tempo de trabalho que suporia a criaçom de novos empregos num sector cumha elevada taxa de desemprego. Os contratos temporários substituem maioritariamente os indefinidos. Reduce-se-lhes a categoría laboral às/aos trabalhadoras/es. Os convénios -de redactoras/es, gráficos, técnicos...etc...- nom se cumprem. As empresas, mesmo as que se proclamam progressistas, silenciam a fraca situaçom d@s suas/seus asalariad@s. É necessário que @s trabalhadoras/es debatamos com autocrítica a nossa situaçom e nos mobilicemos na defesa dos nossos direitos. Pedimos o apoio da sociedade, já que umha melhora nas condiçons laborais nos meios, redundará numha informaçom mais completa e plural.
Emprego de qualidade para tod@s.


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