A confradia de Cedeira veta a presença de mulheres

"O problema é que as mulheres querem mandar" afirma Manuel Igrejas, -patrom mor da confradia de pescadores de Cedeira-, para justificar a lógica machista e patriarcal que nega a entrada de quarenta mariscadoras da ameija dumha praia de Pantim, em Vadovinho. Esta medida provoca que de momento estas trabalhadoras nom podam exercer as suas funçons por quanto a confradia nom apresentou na Conselharia de Pesca o plano de exploraçom desse bivalvo para 2003. Nom é o único caso, já que a única percebeira deta vila tampouco é sócia dumha confradia na que só tenhem cabimento os marinheiros, os percebeiros e os armadores. Sem possibilidade de representaçom, embora tenham que aportar 4% das vendas na lonja como os sócios de pleno direito, também carecem de certos serviços geridos polo confradia como a atençom médica ou a cesta de natal.

Manuel Igrejas também alega a diferença de ingressos entre este colectivo e os marinheiros: "Nom é normal que cumhas vendas de dez milhons de pts ao ano queiram ter os mesmo direitos que os marinheiros que facturam mil milhons" para justificar esta situaçom discriminatória.

A CIG tem mostrado o seu apoio às legítimas reivindicaçons das trabalhadoras denunciando o machismo e classismo inerente a este conflito.




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