Os interesses da família Mayor Oreja na segurança privada

Para Mariano Rajói, para Jaime Mayor Oreja e os seus dous irmaos, as declaraçons de Xabier Arzalluz nas que vinculou ao exministro de Interior do PP com os suculentos negócios da segurança privada supunham umha lesom a sua honra e image pública. Nengum de eles tinha lido, e assim o manifestárom no juizo oral, o livro intitulado "Abogados de Oro" de Ramón Tijeras. Por isso nom exercitárom contra o autor acçom legal algumha. Embora no livro citado se indicava que Jaime Mayor Oreja tinha trabalhado para Prosegur, antes de ser ministro de Interior, e como "Prosegur deu mostras do seu olfato político ao comprar PROTECSA, e incorporar a José María Mayor Oreja, que a sua vez pasou a trabalhar para PROTECSA".
No livro também se cita a relaçom da família Mayor Oreja com as empresas de David Alvarez. "O ministro do Interior -refire-se a Jaime Mayor Oreja- nunca esquecerá a mao tendida de Alvarez Díez, proprietário de todo um impêrio conhecido sob o nome de Grupo EULEN, quando as cousas lhe fôrom mal após a chegada do PSOE ao poder", afirma Tijeras.
No mesmo livro, que nunca foi objeto de demanda indica-se como "o futuro ministro de Interior, Jaime Mayor, estivo em EULEN até 1984, data na que deu um novo salto à política deixando ao irmao José na empresa de David Álvarez. Fôrom três anos, e depois dessistiu e regressou de novo a EULEN.
Lembra Tijeras como esta empresa, EULEN, foi um dos conglomerados empresariais que obtivérom contratos para ocupar-se das instalaçons de segurança da autoestrada de Leitzaran quando Luis Roldán fijo das suas ao frente da Guardia Civil junto ao delegado de Governo socialista em Nafarroa, Gabriel Urralburu. Em concreto PROSESA, a empresa cujo directo gerente era o irmao do primeiro ministro de Interior de Aznar, aparecia no sumário do caso Roldán, como umha das empresas que contratárom serviços de segurança da autoestada de Leitzaran por valor de 400 milhons de pesetas.
E conclui Ramón Tijeras: "A estas alturas do filme era evidente que os labirintos da segurança privada e do Ministério do Interior tinham funcionado como vasos comunicantes tanto em tempos da UCD como em tempos do PSOE, e igualmente começarom a fazé-lo com o Governo de Aznar através de ministros como Arias Salgado, Eduardo Serra ou Mayor Oreja. Estas empresas, sobre todo o impêrio de EULEN, iam a converter-se nas verdadeiras sombras do primeiro governo de Aznar, por cujas fendas podia começar a desfazer-se a image de aparente limpeza coa que a sua equipa acedeu ao poder".
A própria Isabel San Sebastián na sua hagiografia sobre Jaime Mayor Oreja alude às vinculaçons do ex-ministro com o Grupo EULEN.
E depois de ler todas estas afirmaçons cumpre perguntar porque Jaime Mayor Oreja nom demandou a Ramón Tijeras ou a Isabel San Sebastián e porque sim demandou a Xabier Arzalluz quem se limitou a comentar os interesses da família Mayor Oreja em empresas de segurança feito objetivamente demonstrado?.
Durante a vista oral que se desenvolveu com motivo da demanda e perguntado pola letrada que exercia em nome do demandado Xabier Arzalluz, Jaime Mayor Oreja, na sua linha de desviar a atençom e levar a água ao seu moinho, fijo mençom a um artigo de Ardi Beltza. Nengum artigo desta publicaçom figurava entre a documentaçom apresentada pola defesa. O mesmo Mayor Oreja que dijo na vista oral nom ter lido a revista Interviú ou semanário El Siglo, porque a suas ocupaçons nom lhe permitían, confesava sem queré-lo leitor de Ardi Beltza sem que ninguem perguntara.
Sim figurava, porém, entre a documentaçom aportada pola defesa, umha informaçom publicada no ARTICULO 20, anterior às manifestaçons de Arzalluz, embora nengum dos demandados tinha notícia, intitulado "Os negócios da segurança da família Mayor Oreja" na que se denomina a José, o irmao de Jaime Mayor, e de quem se di que "tem interesses nos sectores de segurança, construçom e transporte urgente. Mas é o ramo da segurança o que tem convertido a José María num empresário importante e influiente. A sua condiçom do irmao do ministro do Interior é, neste sentido, um passaporte seguro face o sucesso. A relaçom dos irmaos Mayor Oreja com a segurança é antiga. De facto, as influências e amizades adquiridas neste sector económico tenhem sido determinantes na carreira política do ministro e no sucesso empresarial do seu irmao José María".
Durante a vista oral, o mesmo José Mayor Oreja que começou afirmando que a sua honra tinha-se visto ferida pola declaraçom de Xabier Arzalluz por ligar a sua família com empresas de segurança, acrescentou pouco depois que nom conhecia este artigo, nem nengum dos outros que mostrou a defesa. Tampouco tinha lido José Mayor Oreja, quem se considerou gravemente injuriado por Arzalluz o 9 de Fevereiro de 2002 por relacionar a sua família com a segurança, a Ramón Tijeras para quem "as conexons entre as empresas mais fortes do sector da segurança privada e as cabeças mais poderosas do Ministério do Interior eram um facto na época da UCD, continuárom durante os anos do governo "socialista" e agora, com o Partido Popular, tampouco tenhem desaparecido. Estám representadas na figura de Dom José María Mayor Oreja, irmao do chefe de Departamento. Apoderado de "Protección y Custodia S.A" -PROSATEC- empresa que o grupo Prosegur adquiriu na sua totalidade em 1996; administrador único de Securitec S.A e apoderado de "Vigilantes de Seguridad S.A", segundo dados obtidos do "Boletim Oficial de Registos Mercantis de Espanha" (BORME), o irmao do ministro é um home forte no mundo da segurança privada".
À família Mayor Oreja nunca lhe chegou notícia do que se contava em "Abogados de Oro" onde se assegura que "o dia 23 de Novembro de 1991 inscreve-se no registo mercantil de Madrid a companhia SECURITEC S.A. Entre os seus accionistas figuram Florentino Pérez, em nome e representaçom da sociedade Invesán S.A e José María Mayor Oreja no da companhia "Estudios y Experiencia", sociedade de responsabilidade limitada, que constituiu junto aos seus irmaos María Purificación e Carlos. (...) Os sócios decidem nomear administrador único da empresa ao irrmao do ministro, cárrego que continua desempenhando na actualidade".
Acrescenta Tijeras que "José María Mayor Oreja, directivo e sócio fiel de Florentino Pérez e Pedro López desde há quinze anos, é conselheiro de COBRA e, como home de confiança do grupo, está presente nas seguintes companhias: Inmobiliaria Habitatges S.A., conselheiro e presidente; Ribes Express Toledo S.A., conselheiro e presidente; Ribes Express Sabadell Transporte Urgente S.A., conselheiro e presidente; NSRE S.A., conselheiro e presidente; AUXINI S.A., representante; Montes Carvajal S.A., representante; Monocobra Canarias Instalaciones S.A., representante; ISSA COBRA, representante; AUXI COBRA S.A., representante; EXPRESS MADRID TRANSPORTE URGENTE S.A., conselheiro; INGENIERIA DE TRANSPORTE Y DISTRIBUCIÓN DE LA ENERGIA ELECTRICA S.A., representante; JEX TURÍSTICA S.L., apoderado e UNIMAP AIE, representante, além dos cárregos de administrador único ou apoderado das companhias de segurança mencionadas anteriormente" (.....) Em 1995 começa a operaçom contrária: desinvestir em todas as sociedades que tivérom perdas. No ramo da segurança, o accionista "técnico" das empresas do grupo OCP-Cobra, chamadas Prosatec S.A. e Protección y Custodia S.A. (PROTECSA) é o potentísimo grupo PROSEGUR que, em 1996 compra a totalidade de PROTECSA. Pouco antes desta operaçom tinha-se producido a fusom entre PROSATEC e PROTECSA. PROSEGUR, a empresa de segurança mais grande do Estado espanhol, fica com PROTECSA. E aqui joga um papel importante José María Mayor Oreja. O irmao do ex-ministro do Interior, home de COBRA nas empresas de segurança do grupo, mantém o seu cárrrego como apoderado de PROTECSA, embora a que os donos já nom som os mesmos. PROSEGUR sabe muito bem o que fai e nom revoga os seus poderes". No juízo oral visto pola demanda a Xabier Arzalluz, um José María Mayor Oreja, arrogante ao princípio e muito incomodado pola "lesom a sua honra" que supom o dito por Arzalluz, duvida depois quando afirma desconhecer que ainda continua como apoderado e limita-se a argüir que tal vez PROSEGUR tenha esquecido revogar o seu cárrego.


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