Assim nos enganam: mostra das principais mentiras difundidas polo PP
12 de Dezembro de 2002

Reproduzimos umha pequena mas representativa parte das declaraçons dos responsáveis políticos pola catástrofe que a nossa naçom está ainda a viver, sem que a dia de hoje se saiba quando pode concluir e umha vez já reconhecida por todo o mundo como a mais grave crise ecológica da história da Península Ibérica.
Estas pérolas som um testemunho objectivo da gravíssima negligência em que incorrêrom e continuam a incorrer os dirigentes do partido governante na Galiza e em Espanha, o Partido Popular. Negligência que deveria ter dado já cabo dos governos galego e espanhol em pleno e conduzido os seus responsáveis à prisom, de existir umha oposiçom política à altura das necessidades do momento e da resposta popular nas ruas.
No entanto, os partidos da oposiçom nom só nom estám à altura, senom que tampouco ficam livres de responsabilidade. Ainda ressonam as palavras do líder do Bloque, Xosé Manuel Beiras, pedindo nas primeiras jornadas "paciência" ante os primeiros questionamentos da gestom governamental da crise. Do PSOE, melhor nom falar. A retirada do seu líder da manifestaçom de 1 de Novembro increpado polos manifestantes é a melhor mostra da sua responsabilidade histórica na ruína ambiental e económica do povo galego.

"Já passou o perigo mais grave" (Manuel Fraga, 15/11/2002).

"Nom se pode falar de maré negra; som manchas negras e dispersas" (J.L.López Sors, Director Geral da Marinha Mercante, 17/11/02)

"Todo o fuelóleo derramado que tinha que chegar à costa galega já chegou" (Enrique L. Veiga, Conselheiro de Pesca, 17/11/02).

"A Junta vai dar às 4.000 famílias atingidas o turrom e se depois pode vir o maçapám por parte do governo central e da UE, melhor" (Enrique L. Veiga, Conselheiro de Pesca, 17/11/02).

"Afortunadamente, a rápida intervençom das autoridades espanholas afastando o barco das costas permitiu que nom temamos umha catástrofe ecológica nem grandes problemas para os recursos pesqueiros" (Miguel A. Arias Cañete, ministro de Pesca do Governo espanhol, 16/11/02).

"O destino do fuelóleo no fundo do mar é converter-se em adoquim" (Arsenio Fdez. de Mesa, delegado do Governo espanhol na Galiza, 19/11/02).

"Há umha cifra clara, e é que a quantidade que se verteu nom se sabe" (Arsenio Fdez. de Mesa, delegado do Governo espanhol na Galiza, 21/11/02).

"O buque está, provavelmente, ao fundo" (Arsenio Fdez. de Mesa, delegado do Governo espanhol na Galiza, 19/11/02).

"O Governo agiu com diligência. Nós seguimos isto desde o primeiro momento, nom há que esquecer que o director geral de Costas está aqui desde o sábado". (Jaume Matas, ministro espanhol do Ambiente, 21/11/02).

"A derradeira mancha de fuelóleo semelha que vai aproximar-se da mesma zona em que estamos agora (barranhom), mas o único que se pode dizer é que hoje subira para cima" (Carlos del Álamo, Conselheiro do Ambiente na Junta da Galiza, 21/11/02)

"Estou onde tenho de estar. Deus e Santiago vam ajudar-nos" (Manuel Fraga, Presidente da Junta da Galiza, 22/11/02).

"A nossa informaçom tem sido precisa, exaustiva e sobre parámetros totalmente medíveis" (Fco. Álvarez Cascos, Ministro espanhol de Fomento, 23/11/02).

"Ninguém pode saber o que se passa a 3.500 metros de fondura, onde agora mesmo estám os tanques" (Arsenio Fdez. de Mesa, delegado do Governo espanhol na Galiza, 23/11/02).

"A umha fondura de 3.500 metros e a dous graus de temperatura, o fuelóleo estaria num estado sólido, polo qual, em princípio, o combustível nom se verterá" (Mariano Rajoi, número 2 do Governo espanhol,24/11/02)

"Se nom tivéssemos afastado o buque mar adentro, a mancha já havia de estar na costa" (Enrique L. Veiga, conselheiro de Pesca da Junta da Galiza, 26/11/02).



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