Com um muro de 350 km, Israel impom a segregaçom física ao povo palestiniano
PIOR DO QUE O APARTHEID

Benjamin Ben Eliezer, ministro de Defesa de Israel, é categórico: "Nada nem ninguém" impedirá ao seu regime a construçom de umha cerca que di estar destinada a "bloquear a inflitraçom terrorista" dos palestinianos no território dominado por Israel.

Yasser Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, declarou: "Trata-se de umha medida racista, sionista e nom podemos aceitá-la de nengumha forma; resistiremo-la com toda a nossa força."

O projecto encetado polas tropas de Ariel Sharon no passado domingo, consiste na construçom do que chamam "valado de segurança" ou "de contençom", um cerco que terá quase 350 quilómetros e em muitos lugares coincidirá com a "linha verde", o limite em vigor desde 1949 e referendado pola guerra de 1967, quando o regime sionista invadiu a Cisjordánia.

Dous anos de trabalho a um custo de um milhom de dólares por cada quilómetro, fecharám os palestinianos e até os dividirám, porque 11 aldeias com 26 000 habitantes ficarám em território de Israel, com as obras iniciadas no domingo perto de Salem, no norte de Israel, e ao Oeste de Jenin, que se viu novamente invadida nesta segunda-feira polas tropas de Sharon.

O muro invadirá também territórios reivindicados pola Autoridade Nacional Palestiniana para o seu futuro Estado independente, ao tempo que estabelecerá um férreo controlo sobre eles, tanto que quase todo o mundo pensa no ghetto de Varsóvia e nos bantustanes do apartheid sulafricano.

Sensores, paredes de cimento que impedirám o cruzamento de veículos de um lado para outro, radares, cámaras de vídeo-vigiláncia, balons de vigiláncia e foxos para impedir o cruzamento dos palestinianos, fam parte da estrutura desta barreira física com que se referenda o valado político e psicológico estabelecido polo regime de Tel Aviv.

Em previsom da resposta que as grades deste cárcere puderem ter por parte do povo palestinano, alguns sectores do próprio Israel consideram que nom servirá para parar as acçons dos jovens dispostos ao martírio.

O ministro de Assuntos Locais da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Saeb Erekat, afirmou que a barreira constitui "um novo Apartheid, pior que o da África do Sul". Erekat fazia alusom ao regime segregacionista de Pretória, derrotado no início da década passada.
Por sua parte, o parlamentar palestiniano Fares Kadura assegurou que o muro é umha decisom unilateral da administraçom de Tel Aviv, a qual, afirmou, nom levará segurança à sua populaçom.
Essa iniciativa servirá para reforçar "a invasom de Israel e a sua dominaçom nos territórios ocupados" sublinhou o Comité Supremo de Supervisom de Assuntos Árabes, que agrupa membros dessa comunidade que vivem no Estado judeu.

Mas Sharon assegura que "os tempos nom estám madurecidos" para permitir à Palestina independizar-se, polo que o cruento operativo previsto contra o povo palestiniano, completará a sua política de terror, invasom, massacres como a de Jenin, demoliçom de vivendas, assassinatos selectivos, assaltos a campamentos de refugiados, torturas, etc., aplicados até hoje.

O regime israelita sente-se apoiado para a construçom do muro e na sua política genocida. Esta mesma segunda-feira, a conselheira de Segurança Nacional estado-unidense, Condoleezza Rice, afirmou que "A Autoridade Palestiniana, que é corrupta e coqueteia com o terrorismo (...) nom é a base para que avance um Estado palestinano".

Na realidade, os dados da violência espoletada desde o ano 2000 falam por si sós: nom menos de 1400 palestinianos mortos frente a 511 israelitas.

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