EUA estám a usar armas químicas contra o povo iraquiano

3 de Abril de 2003

"mulher afegá ferida com napalm""mulher afegá ferida com napalm"

A CNN norte-americana e o diário australiano The Sidney Morning Herald afirmárom, numha discreta notícia do dia 22 de Março que passou despercebida para muitos, que os Estados Unidos da Norte-América estám a bombardear com napalm o sul do Iraque.

Os correspondentes de ambos meios, Martin Savidge e Lindsey Murdoch, afirmárom que esta arma química foi lançada como mínimo em Safwan, perto da fronteira com o Koweit, contra um posto de observaçom iraquiano nos primeiros dias da invasom.

Em concreto, a zona foi metralhada primeiro, bombardeada com combustível a seguir e rematada com napalm por último, o que permitiu os "aliados" tomar posse da zona umha vez arrasada. Dous oficiais dos Marines ianques confirmárom esta informaçom, embora o Pentágono tenha desde entom negado tal acusaçom, como também nega a autoria dos bombardeamentos contra hospitais, bairros residenciais e outros objectivos civis que cada dia som atingidos polo fogo anglo-estado-unidense.

Convém lembrar que, desde 1980, um tratado internacional proíbe o uso de napalm em conflitos bélicos. Porém, os EEUU recusárom-se a assinar o dito tratado. O napalm é um pó ácido derivado do coco, desenvolvido como arma química durante a Segunda Guerra Mundial. Misturado com gasolina, adquire um aspecto gelatinoso que, em contacto com o ar, se inflama. Na verdade, começou sendo usado como desfoliante para roçar massas vegetais. Mas logo se adaptou a usos bélicos, utilizando-se para queimar e asfixiar pessoas graças à produçom de gás carbónico no ar que impregna e ao seu poder abrassivo.

Na guerra do Viet Name, os EEUU utilizárom de jeito indiscriminado o napalm contra a populaçom civil, sendo algumhas das imagens mais conhecidas e impactantes de aquela guerra as de um grupo de crianças despidas correndo por umha estrada com o corpo queimado, impregnado desse agente químico.

De novo, os USA estám a recorrer nestas semanas à guerra química que dim combater para assegurar a sua vitória sobre o povo iraquiano. Salientemos ainda que som os próprios meios de comunicaçom pró-imperialistas quem figérom público o uso de armas químicas polos EEUU, e nom o Governo iraquiano.

Naturalmente, nengum governo ocidental nem organismo supraestatal exigiu ainda o desarmamento da potência militar ianque, única na história que empregou armas de destruiçom em massa, e principal produtora, fornecedora e utilizadora de armas químicas no mundo.

 



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