Nova agressom espanhola contra Euskal Herria
30 de Abril de 2003

Oito militantes e representantes institucionais independentistas bascos fôrom detidos e várias sedes da instituiçom nacional basca Udalbiltza clausurados numha operaçom policial que fai parte da estratégia de exclusom do projecto soberanista basco a poucas semanas das eleiçons municipais. A seguir reproduzimos o editorial do diário basco Gara de hoje mesmo em que se analisa a ofensiva contra a assembleia de eleit@s de Euskal Herria "Udalbiltza".

O quê e que é delito para o Estado espanhol

Editorial de Gara (30 de Abril de 2003)

A operaçom desatada na madrugada de ontem contra Udalbiltza, assinada polo juiz Baltasar Garzón e "explicada" polo Governo do Estado, que se saldou com o registo e encerramento dos escritórios que a instituiçom nacional tem em Bilbo, Gasteiz, Astigarraga e Iruñea, e a detençom de oito cidadaos bascos, é umha demonstraçom na prática do que é que o Estado espanhol julga delito em Euskal Herria. O simples facto de agir judicial e policialmente contra umha instituiçom de eleitos, que desenvolve umha actividade pública largamente reconhecida em distintos ámbitos da sociedade basca, é suficientemente significativo. Mais ainda se, a partir das acusaçons lançadas polo ministro do Interior Ángel Acebes, figermos um repasso das actuaçons e posicionamentos da assembleia de concelhos e eleitos bascos de Euskal Herria desde o seu mesmo nascimento até esta agressom, realizada, mais umha vez, com nocturnidade, aparelho policial e escándalo.

Seguindo o seu próprio fio argumental, no Estado espanhol é delito a Carta de Direitos de Euskal Herria, na qual Udalbiltza manifestava a sua vontade de construir Euskal Herria "como um espaço de convívio em que, a partir da sua condiçom de bascos, homens e mulheres livres participem da construçom de um povo e um mundo regidos pola igualdade, a liberdade, a paz e a solidariedade"; reivindicava o direito de Euskal Herria "a existir como povo, a que se reconheça a sua condiçom de sujeito de direitos que como tal lhe corresponde e a que se respeite a sua territorialidade"; ou que "Euskal Herria tem direito a viver em paz e segurança, a decidir em liberdade". No Estado espanhol é delito elaborar um documento que permita o reconhecimento da cidadania basca a quem assim o reclamarem, com base no direito universal à escolha da própria nacionalidade. E para o Estado espanhol é delito apoiar iniciativas em favor do euskara, para o desenvolvimento económico e social de Zuberoa, em apoio à reivindicaçom de selecçons desportivas bascas ou para a promoçom de meios de comunicaçom elaborados em e para Euskal Herria.

Eis os sinais de identidade do labor real, público e além disso reconhecido por todos os agentes sociais que graças a ele tenhem podido levar avante os seus projectos, qu te desenvolvido Udalbiltza desde que em 18 de Setembro de 1999 ficou constituída com a participaçom de 1.778 eleitos bascos. E estes som os gravíssimos delitos polos quais Acebes considera que a de ontem é "a mais importante operaçom antiterrorista" levada a cabo nos últimos tempos polos poderes do Estado espanhol. Em definitivo, estes som os graves limites que o Estado espanhol impom à democracia, os direitos e as liberdades em Euskal Herria.




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