ALERTA VENEZUELA: PREPARA A DIREITA UM NOVO GOLPE DE ESTADO?

Hoje é 16 de Junho. Som as 7 AM. Tal e como se aguardava após o fracasso do golpe de 11 de Abril, os sectores antibolivarianos estám a gestar um novo golpe de Estado de sanguentas proporçons em Venezuela.

Estes som os seus indicadores:

a) Reeditando a experiência de 11 de Abril, as organizaçons da chamada excluentemente "sociedade civil", estám a convocar umha marcha sobre Caracas para exigir a renúncia do presidente. O argumento continua a ser útil, tal como o foi há dous messes: umha pressom massiva (nom necessariamente maioritária) sobre o Governo, fai aparecer este como inabalável e terco, com o que se justificaria, em termos da legitimidade das massas convocadas, a tese da "inevitabilidade" dum golpe, e umha conseqüente guerra civil.

b) Os Meios Comerciais insistírom em repetir durante os últimos dous dias, um "bombardeamento" de declaraçons das alcaldias antibolivarianas e outros vozeiros, em que se responsabiliza unicamente o Presidente Chávez por qualquer situaçom de violência que poda apresentar-se sobre a marcha.

c) O Programa "Grado 33" do canal Globovisom, no seu estilo abertamente golpista e pró-fascista, e ligado sem pudor aos mais obscuros interesses norte-americanos e dos paramilitares colombianos, repetiu quatro vezes a seguinte expressom durante a sua emissom de 15 de Junho: "O presidente está a piques de tomar todo o poder pola via militar"... concluindo logo com a expressom "Amanhecerá e verám".

d) Durante estes últimos dous dias, os convocantes da marcha também insistírom em inumeráveis vezes aos seus convocados que eles nom estám dispostos a secundarem umha aventura militar como a que se gestou em 11 de Abril: o medo de ser novamente manipulados num confronto dirigido pola ultradireita também persiste entre os opositores do presidente.

e) À noite, logo das 12 da noite do dia 16, desatárom-se nos bairros do Oeste de Caracas violaçons de moradas, detençons e razias dirigidas pola Polícia Metropolitana contra a populaçom em geral. Nom temos ainda cifras de detidos ou vítimas de agressom física, mas demonstra a intençom da Polícia Metropolitana em começar a dominar a resposta popular ante um cenário prolongado de confrontos entre Governo e conspiraçom. Nas semanas posteriores, os confrontos entre povo e polícia durante os acontecimentos de 11 a 13 de Abril nom preenchêrom os títulos das notícias, mas a organizaçom de Direitos Humanos PROVEA, calculou um saldo de perto de 100 vítimas fatais. Nom há nengumha razom para pensar que nom vai aumentar o nível do conflito armado numha segunda tentativa golpista.

f) A estaçom Venevisom, do grupo empresarial Cisneros, em conspiraçom aberta, instalou um sistema de transmissom via satélite que lhe permite virtualmente prescindir das suas torres e antenas. A razom é simples: lograr autonomia perante um ataque militar contra as suas instalaçons de transmissom.

g) O Governo está chamando os Círculos Bolivarianos e a outras formas da organizaçom civil, para nom cairem em provocaçons, e repetiu polo canal estatal o alcance das suas medidas de segurança sobre a marcha. O discurso implícito dos meios é evidente: fijo-se possível novamente um cenário de massacres para que se poda atribuir ao presidente a sua responsabilidade, justificando assim a provocaçom dum golpe militar num clima de ódios e confussons.

h) Continua o sistema de mentiras repetidas e desqualificaçons contra os avanços da Comissom da Verdade e as provas apresentadas nas Interpelaçons ao Congresso, produzindo espaços para umha matriz de opiniom que associe o governo com o massacre de 11 de Abril. As provas consignadas até o momento nom indicam a responsabilidade directa de ninguém sobre os franco-atiradores, responsáveis polo grosso dos assassinatos. Mas a matriz de mentiras continua a ser a mesma:

- suprimir a informaçom que comprova que a grande maijoria dos caídos eram bolivarianos, e apresentá-los como provenientes da marcha da oposiçom.

- explicar reiterativamente os acontecimentos em termos de "umha marcha da oposiçom que foi massacrada", inclusive em hinos e cançons.

- insistir sobre umha difamaçom dos bolivarianos em Puente Llaguno, que estariam disparando contra a manifestaçom antibolivariana. Na realidade as testemunhas e os vídeos demonstram que o confronto foi umha resposta contra a Polícia Metropolitana, que eram quem estavam a assassinar os manifestantes bolivarianos. Os acontecimentos produzíirom-se a várias ruas da manifestaçom antibolivariana.

Por todo isto, recomendamos à populaçom que nom abandone as suas comunicaçons naturais, como o telefone, os telemóveis (enquanto funcionarem) e a comunicaçom pessoal, para enfrentar a ditadura tecnomediática da conspiraçom.

(Antiescualidos)

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