ONU: Indignidade e humilhaçom ante os EUA
23 de Maio de 2003

O Conselho de Segurança da ONU acaba de dar umha mostra vergonhenta do seu papel de instrumento político do imperialismo carente de qualquer critério independente dos poderosos interesses das potências que a dominam.

Depois de que semelhasse estar a manter um mínimo de oposiçom aos EUA ao rejeitar a agressom militar contra o povo iraquiano, o organismo multinacional acaba de aprovar umha resoluçom, a 1483, que legaliza a invasom do país e a ditadura militar imposta polos genocídas USA e Gram Bretanha, com o apoio do Estado espanhol.

A resoluçom outorga aos EUA e Gram Bretanha poderes extraordinários para a administraçom directa do Iraque e para a exploraçom do seu petróleo. A Síria foi o único Estado membro do Conselho de Segurança que nom legitimou semelhante aberraçom jurídica, abandonando o seu assento. Polo contrário, França, Rússia, Alemanha e China, supostamente opositores à guerra, apoiárom a resoluçom que legaliza a ocupaçom e espólio do Iraque, igual que os restantes membros do Conselho, Estado espanhol incluído.

Nove semanas depois de que as forças ianques e inglesas invadissem o país, destruíssem a sua economia e assassinassem mais de sete mil iraquianos e iraquianas, a ONU dá aos EUA licença para exercer sobre o povo iraquiano uns poderes que nem a Convençom de Genebra reconhece aos ocupantes de um país. em caso de guerra.

Especialmente grave é o levantamento das sançons ao Iraque, sem que se tenha provado a eliminaçom das armas de destruiçom em massa, umha vez que elas nunca existírom. O repentino levantamento das sançons permitem legalmente que os EUA e os seus amigos, Espanha incluída, podam dispor da riqueza iraquiana, nomeadamente da exploraçom dos seus recursos petrolíferos.

As sançons impostas durante umha década ao povo iraquiano provocárom, lembremo-lo, mais de um milhom e meio de mortes, e a depauperaçom do país. Isso nom foi em nengum momento motivo para a sua retirada, mas agora que o país está destruído produz-se o levantamento das mesmas só para favorecer os interesses do imperialismo ianque, que mantém dezenas de milhares de soldados em terras iraquianas e dispara indiscrimadamente contra o povo que cada dia se manifesta contra a sua ditadura.

A indignidade da ONU e das forças imperialistas que a formam semelha nom ter limites. Só nos resta apoiar a resistência nacional iraquiana contra a ditadura militar estrangeira e denunciar a natureza imperialista da própria ONU.


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