Jiménez de Parga afirma que nom há mais naçom que a espanhola

Manuel Jiménez de Parga, presidente do Tribunal Constitucional espanhol, questionou ontem o conceito constitucional de "nacionalidades históricas" ao assegurar que "isso tivo o seu interesse em 1977, mas hoje nom". Segundo a sua tese, expressada perante o ministro espanhol Michavila, "o único poder originário é o da naçom espanhola" e qualificou de "grande falácia" as reclamaçons históricas de Galiza, Euskal Herria e Catalunha.

Após lançar um pacote de desqualificaçons contra as naçons sem estado realizou umha série de comentários racistas que exprimem claramente a opiniom dos aparelhos do estado: "No ano 1000 Granada tinha dúzias de fontes de água de cores diversas, quando nalgumhas zonas de essas comunidades chamadas históricas nem sequer sabiam o que era lavar-se as fins de semana".

Estas declaraçons fascistas nom som novas neste personagem. Há poucos meses defendeu o uso do topónimo "La Coruña" para usos institucionais por ordem do seu próprio tribunal. A sua obsessom sempre foi a organizaçom territorial do Estado e @s nacionalismos periféricos: "Em USA, o lendakari de Oklahoma nom questionam as medidas antiterroristas do Bush", afirmou recentemente em referência ao PNB.
As declaraçons de Jiménez de Parga devem enquadrar-se na ofensiva xenófoba e racista que o capitalismo espanhol está aplicando para ocultar ante a sua classe trabalhadora a grave crise que arrasta e justificar as novas medidas repressivas anunciadas dias antes polo PP coa reforma do código penal.

 

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