O PP veta um cientista que ia explicar no Congresso espanhol as responsabilidades objectivas do Governo espanhol no desastre do Prestige.
12 de Março de 2003

Pablo Serret, professor da Universidade de Vigo, nom pudo comparecer perante a Comissom de Ciencia e Tecnologia do Congresso espanhol dos Deputados, ao ser vetado pola maioria do Partido Popular.
Contodo, Serret deu umha conferência de imprensa e nela lembrou que 422 cientistas assinárom a carta, publicada pola revista "Science", em que se afirma que afastar o buque em direcçom Sul-oeste provocou a amplificaçom dos efeitos devastadores e a extensom do fuelóleo do Prestige. As suas palavras confirmam com dados nom só as denúncias da Plataforma Nunca Mais, sobre incompetência, negligência, como também o pedido de responsabilidades penais que hasteou desde o princípio a esquerda independentista.
Segundo Serret, existe unanimidade no ámbito científico quanto à avaliaçom negativa das decisons tomadas polo PP durante polo menos os 30 primeiros dias da catástrofe. Discutir isso, segundo Serret, seria como "discutir algo muito básico, como que no verao está calor", daí que o PP nom conte com avais científicos que justifiquem a sua política no caso Prestige.
Além do mais, o cientista da Universidade de Vigo afirmou que os conhecimentos científicos que permitem afirmar o que a comunidade científica remontam polo menos a há 25 anos de estudos sobre a questom em causa. Nom deve esquecer-se que na Galiza há teoricamente três universidades a investigar o mar e a costa galega, além do centro do CSIC, dous centros do Instituto Español de Oceanografía e um centro da Junta da Galiza similar. Apesar de tantos alardes académicos, o professor Serret denunciou que "nom se utilizam".
Pablo Serret lamentou também o veto do PP à sua presença no Congresso, um veto que sem dúvida procura restar audiencia umha visom objectiva e científica que compromete gravemente o Governo espanhol e a Junta da Galiza no desastre nacional que provocárom no nosso país.
Por se o anterior fosse pouco, Serret reconheceu ainda que a dia de hoje nom há um estudo coordenado e sistemático dos efeitos das marés negras nas nossas costas.


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