O povo galego
resposta
4 de Dezembro
Na
jornada de ontem tivemos exemplos da resposta que sectores do povo galego
continuam a dar aos responsáveis políticos da maré negra.
Umha maré que atingiu já, em diferente medida, o conjunto do
litoral galego. Grupos de voluntários continuam a substituir as instituiçons
no protagonismo da limpeza das costas. Pescadores, mariscadoras e outro pessoal
voluntário vê-se abandonado polos Governos da Junta e espanhol,
que nom facilita contentores, roupa e muito menos maquinaria adequada para
afrontar a gravíssima situaçom ambiental e económica
que vivemos.
Nem os meios
de desinformaçom do sistema conseguem, apesar do seu zelo, silenciar
totalmente a negligência reiterada de ministros, conselheiros, presidentes
das deputaçons e outros parasitas institucionais que continuam a negar
a evidência.
O vicepresidente
espanhol, Mariano Rajoi, igual que Manuel Fraga, reiterárom nos últimos
dias que as Rias Baixas e o Cantábrico estavam a salvo. Nestas horas,
os pescadores de Arousa e de Ponte-Vedra livram umha luita desigual com os
seus aparelhos de pesca como únicos instrumentos de descontaminaçom
no mar, denunciando o abandono absoluto por parte das instituiçons.
Ontem,
dizíamos, grupos de mariscadores corrêrom a paus, literalmente,
o presidente da Deputaçom da Corunha, José Luis Torres Colomer,
do PP, que tentava passear entre o chapapote enquanto era fotografado polos
meios de comunicaçom. A polícia e a Guardia Civil espanhola
vírom-se em dificuldades para salvá-lo da ira popular.
Também ontem à tarde, um grupo de uns trinta voluntários
de limpeza e militantes independentistas galegos acorrentárom-se na
sede do Parlamento da CAG, cortando o tránsito durante duas horas no
centro de Compostela.
A polícia
espanhola, mandada polo PP, carregou violentamente contra os manifestantes,
resultando dez deles feridos de diversa consideraçom e sendo ingressados
no Hospital Geral de Compostela com cortes na cabeça, traumatismos
craneoencefálicos e contussons por todo o corpo.
Alguns compostelanos
que passavam polo lugar saírom em defesa dos agredidos, recebendo algum
polícia algum pau bem merecido.
Confiamos em
que o nosso povo saberá continuar a dar resposta a umha agressom de
grandes dimensons como a que o nosso país está a padecer, e
que tem uns responsáveis bem concretos, com nomes e apelidos, que devem
saber que nom sairám impunes.
Se a Galiza resposta,
e porque ainda vive.