Os media do sistema reconhecem as péssimas condiçons nas prisons da Galiza
14 de Setembro de 2003

O que vem sendo umha denúncia permanente das organizaçons de solidariedade com as presas e presos e outros organismos populares no nosso país, é agora reconhecido no jornal de maior tiragem da Galiza, que dá conta na ediçom do passado domingo de pragas de pulgas, acinamento de intern@s e ruína das instalaçons em diferentes cárceres galegos.

Em concreto, a prisom de Vigo é um exemplo do estado lamentável e insalubre de umhas instalaçons que suponhem um castigo acrescentado para as pessoas ali recluídas. Pragas periódicas de pulgas e outros insectos, teitos semi-afundidos, cabos da luz descobertos, cheirumes nojentos procedentes das desatendidas casas de banho, janelas sem vidros, circulaçom incontrolada de todo o tipo de drogas,... componhem a paisagem do sistema penitenciário espanhol na Galiza.

Os responsáveis das prisons obrigam nalguns casos a que os presos e presas levem os seus próprios cobertores e lençóis, nom há umha limpeza sistemática de determinadas instalaçons, as canalizaçons estám em muitos casos rotas e impedem o asseio das pessoas presas,... Em ocasions, nas celas amontoam-se até 25 presos, que nom tenhem acesso à água corrente nem à luz. Além do mais, lembremos que a populaçom reclusa continua a aumentar na Galiza: só ao longo deste verao cresceu em meio milhar de pessoas.

O relatório publicado polo jornal La Voz de Galicia evita, no entanto, entrar no espinhento tema dos verificados maus tratos impingidos pol@s carcereir@s às pessoas presas, maus tratos politicamente dirigidos no caso dos presos e presas políticas recluídos em prisons do nosso país. Também nom fala da existência dos FIES (Ficheiros de Internos de Especial Seguimento), autêntica cobertura legal para a tortura e a repressom contra os sectores mais conscientes e contestatários no interior das prisons.

Mas o facto de que os media do sistema oculte a realidade quotidiana desses tratos vexatórios a presas e presos nom evitará que continuemos a denunciar essa prática e o seu sustento legal (FIES), que por outra parte tem sido também denunciada por organismos internacionais de defesa dos direitos das pessoas presas.




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