Amáncio Ortega e Juan Carlos I entre as maiores fortunas da Europa

A revista Euro Business, do actual mês de Fevereiro de 2003, publica a listagem das 300 pessoas mais ricas de Europa, especificando o seu património, empresa e sector. A maior fortuna europeia corresponderia a Liliane Bettencourt, proprietária do grupo de cosméticos L'Oreal, cum património superior aos 19.720 milhons de euros (3,3 bilhons de pesetas).
A segunda pessoa mais rica é o oligarca galego Amáncio Ortega, proprietario do grupo Zara-Inditex, com 11.600 milhons de euros de património. As mais de 15.000 operárias galegas, portuguesas e cada vez de maior número de países do mal denominado Terceiro Mundo, que carentes de todo tipo de direitos laborais, em condiçons penosas nas suas moradas ou em "fábricas" clandestinas, com horários de 12-14 horas, som as responsáveis do "milagre" do emprendedor Amáncio. Amigo de Fraga, Tourinho e Beiras a sua empresa e todo o que representa é o expoente mais claro da oligarquia galega, aliada coa espanhola e inimiga do povo trabalhador galego, que os partidos do regime utilizam como exemplo do dinamismo empresarial galego.

Mas cumpre destacar o posto 112, onde aparece o chocolateiro italiano, Michel Ferrero, empatado com o rei Juan Carlos I, com um património valorizado em 1.700 milhons de euros (uns 280.000 milhons de pesetas). Segundo Euro Business "a fortuna do Rei Juan Carlos nasce dum fundo colocado no exterior durante o franquismo, por monárquicos que preparavam a restauraçom democrática. Muitos poucos espanhóis sabem o rico que realmente é el-Rei de Espanha", quem possui "fincas ao longo da Europa, colecçons de arte e vastas propriedades de todo tipo". E para reforçar esta informaçom a revista advirte: "Depois de todo, é o home que presume de trabalhar por um mero estipendo de 7 milhons de euros, umha sétima parte do orçamento da rainha británica".
Resulta surpreendente a capacidade de aforro e rendabilizaçom de recursos de quem, com sete milhons de euros de salário anual, com o que deve cubrir todos os gastos da Casa Real, consegue gerar um património de 1.700 milhons de euros.
Mas onde está o republicanismo da esquerda espanhola ou do cobarde autonomismo galego à hora de investigar e denunciar esta situaçom que a simples vista é claramente delicitiva. O livro "Um rei golpe a golpe", publicado pola revista basca Ardi Beltza, fechada há anos polo fascismo espanhol, achega numerosas pistas que contribuem a explicar como o rei que Franco nomeou, e actual totem da "democracia" espanhola, amassou tal fortuna.


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