Os jornalistas bascos detidos sofrêrom torturas

26 de Fevereiro de 2003

Após passar cinco dias detido e incomunicado em dependencias da espanhola Guardia Civil, o director do jornal basco Egunkaria e reconhecido defensor da língua basca, Martxelo Otamendi, denunciou maus tratos e torturas, igual que outros detidos durante a operaçom de clausura do diário.

Entre outras torturas físicas e psíquicas, foi-lhes aplicada a chamada "bolsa" para causar asfixia, em duas ocasions no caso de Otamendi, visivelmente demacrado durante a sua comparecência pública. Apontárom-lhe com umha pistola como meio de pressom psicológica, foi despido e obrigado a fazer exercícios até a extenuaçom, enquanto escutava todo o tipo de insultos e desprezos pola sua condiçom de basco e contra esse idioma.
Outro dos detidos, Joan Mari Torrealdai, "levou umha autêntica malheira", segundo confirmou o próprio Martxelo Otamendi aos meios de comunicaçom.
A situaçom foi tam extrema que alguns dos detidos chegárom a pedir que lhes pegassem um tiro e acabassem com aquilo. Nom esqueçamos a tentativa de suicidio de um dos jornalistas, Pello Zubiria, que chegou a enforcar-se, ainda que foi encontrado ainda com vida.
O director do Egunkaria fijo um chamado à sociedade basca para evitar que "isto se converta no Chile de Pinochet".
Como é habitual, nengum partido da "esquerda" parlamentar pediu ainda explicaçons sobre a sistemática prática de torturas nos cárceres e esquadras policiais espanhóis.
Os detidos e detidas bascas costumam denunciar e documentar até graficamente os maus tratos, sem que nem juízes nem partidos tomem qualquer medida ante a impunidade com que actua a polícia e a guardia civil espanholas.
Nom podemos tampouco esquecer as dúzias de galegos e galegas que, nas últimas décadas, tenhem passado e passam por similares circunstáncias, nomeadamente pola sua militáncia política, e como unicamente as organizaçons independentistas e no seu dia a extinta Esquerda Galega no Parlamento autonómico chegárom a levantar a sua voz contra semelhantes práticas. Mais ninguém.



Voltar à página principal