ISRAEL ASSASSINA ONZE CRIANÇAS ENQUANTO USA LHE PROMETE MAIS DÓLARES

Umha Bomba de 1 tonelada lançada na madrugada de terça-feira por Israel contra Gaza matou 17 pessoas, 11 delas crianças, e feriu 176. Segundo o ministro da Saúde palestiniano, Riad al-Zaanun, entre os feridos há alguns em estado grave, 36 crianças e 23 mulheres.

A genocida operaçom israelita que deixou 15 mortos, 176 feridos e um bairro completamente destruído, recebeu duras críticas de analistas palestinianos e israelitas.

O funeral das vítimas reuniu 300 mil palestinos. Revoltados com a crueldade do ataque e com a morte de várias crianças, entre elas dous bebés, os grupos de resistência armada palestinos prometêrom vingança.

O ataque ocorreu logo após o Hamas, principal grupo armado palestino, propor umha trégua no conflito com Israel.

"Sempre é o mesmo cenário sinistro. Quando há umha tentativa para distender a situaçom, seja por meio do diálogo ou por umha intervençom estrangeira, o Governo israelita realiza acçons violentas para reactivar a tensom", acusou a deputada palestina Hanan Achraui.

"Além do assassinato a sangue frio de civis, trata-se de umha tentativa de minar toda possibilidade de soluçom política", dixo Achraui, dirigindo-se ao primeiro-ministro israelita Ariel Sharon
Sinais de abrandamento das tensons tinham surgido após um encontro ministerial entre israelitas e palestinianos no sábado (20), que tivo como eixo questons humanitárias e de segurança.

"O Hamas pensava na possibilidade de suspender seus atentados contra civis israelitas, já que Israel tinha falado de retirar-se das zonas reocupadas. Foi entom que Sharon atacou", dixo o analista palestiniano Iyad Sarraj.

O presidente da Comissom Europeia, o italiano Romano Prodi, "deplorou profundamente" o ataque aéreo, tendo classificado o evento de "episódio de guerra". Prodi considerou também que o ataque aéreo na Faixa de Gaza "tornará muito, muito mais difícil o trabalho para chegar à paz".

O governo da Inglaterra, que também costuma ser conivente com os crimes de Israel, desta vez nom poupou críticas ao estado judeu e qualificou o ataque como "inaceitável e contraproducente".

ANP: "exército terrorista israelita"

A Autoridade Nacional Palestiniana condenou imediatamente o sucedido e emitiu um comunicado onde promete umha resposta dura a Israel.

"O ataque aéreo de terça-feira é a continuaçom da guerra destruidora levada a cabo polo terrorista exército israelita de ocupaçom, que está utilizando o mais desenvolvido tipo de armamento contra pessoas inocentes", di o comunicado da Autoridade Nacional Palestiniana.

O ministro da Informaçom palestiniano, Iasser Abed Rabbo, classificou o bombardeio como "crime de guerra"

"Trata-se de um crime de guerra que visa sabotar todos os esforços para devolver a estabilidade à regiom", declarou Abed Rabbo, em Ramallah, Cisjordánia, acusando os Estados Unidos de cumplicidade.

"Os norte-americanos som igualmente responsáveis por este crime na medida em que os israelitas utilizárom um F-16 norte-americano para este ataque criminoso", considerou.

Analista israelita: "Pessoas estúpidas"

O analista militar israelita Meir Pail nom somente criticou o momento escolhido para a operaçom, mas também o objetivo. "De um ponto de vista estritamente militar, quando se dispara um míssil contra umha zona habitada, deve-se levar em conta o facto de que vai atingir muita gente", afirmou Pail.

"Há muitas pessoas estúpidas no comando político e militar israelita. É algo completamente imoral quando se representa um Estado que quer ser respeitado", acrescentou.

Estados Unidos: "Israel exagerou"

O impacto que a brutalidade da acçom causou obrigou até mesmo os Estados Unidos a se pronunciarem contra o ocorrido. Só que, mais umha vez, Washington foi brando na sua crítica. Bush voltou a repetir a ladainha de que seu grande aliado, Israel tem direito de se defender, disse que desta vez Israel exagerou e qualificou o ataque como umha "acçom que nom contribui para a paz".

ONU: "Israel falhou"

O secretário geral das Naçons Unidas, Kofi Annan, por meio do seu porta-voz, Fred Eckhard, afirmou que "Israel tem a responsabilidade legal e moral de tomar todas as medidas possíveis para evitar a perda de vidas inocentes, e falhou claramente nesse dever ao utilizar um míssil contra um bloco de apartamentos".

Sharon: "foi um sucesso"

O primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon -conhecido como o Carniceiro de Sabra e Chatila por ter comandado diversos massacres nestes locais durante a guerra de Israel com o Líbano-, nom se importou com as críticas dos demais países e parabenizou os militares judeus pola acçom. "Essa operaçom foi, na minha opiniom, um de nossos maiores sucessos", dixo Sharon ao seu gabinete.

Por seu turno, os Estados Unidos de Norte-América acabam de aprovar umha nova injecçom económica para reforçar as posiçons do Estado sionista na sua política contra o povo palestiniano.

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