Quase cem jovens manifestam-se contra o fascismo em Ponte Vedra

20 de Novembro de 2008

Quase umha centena de jovens antifascistas saírom à rua em Ponte Vedra no passado sábado para se concentrarem na Peregrina e encenar assim o rejeitamento juvenil frente ao fascismo. A convocatória responde às agressons que se tenhem registado nessa cidade nos últimos tempos, a última das quais supujo o ferimento de um jovem por arma branca.

As pessoas concentradas coreárom diferentes palavras de ordem antifascistas, como 'O fascismo é terrorismo' ou 'contra o fascismo, independência e socialismo', antes de que umha jovem lesse um texto alusivo às provocaçons que venhem protagonizando bandos fascistas na cidade.

Achamos que vale a pena reproduzirmos aqui as palavras da companheira em nome da Assembleia de Acçom Antifascista. Eis o seu discurso completo:

Ponte Vedra 100% antifascista
Nengumha agressom sem resposta

Recentemente um jovem foi apunhalado a traiçom diante da sala Karma por um grupo de fascistas, alguns deles militares. As razons, defender ao seu amigo marroquino que estava a receber insultos racistas destes elementos, e ser um sócio público do Local Social A Revira.

Este facto culminou a campanha de ataques dos que A Revira tem sido alvo no último ano e médio: Desde acçons intimidatórias até tentativas de incendiar o LS, junto a diversas pintadas com as consignas golpistas, ultra-racistas e ultra-espanholistas próprias da extrema-direita.

A assembleia de acçom antifascista quer fazer as seguintes reflexons:

- Nom caemos na armadilha de quem afirma que os fascistas som só grupos isolados aos que nom deve fazer-se-lhe publicidade: Se o fascismo nom se combate, medra e avança, e o acontecido estes meses é a melhor mostra delo.

- Nom nos vale a teoria do falso consenso que defende que em democracia devem “permirtir-se todas as expressons”, sobre todo quando este estado emanado dumha Ditadura sem depuraçom de responsabilidades, criminaliza e persegue as opçons de esquerda enquanto olha para outro lado quando estes cans de pressa actuam.

- Denunciamos o papel dos médios de comunicaçom, que ocultárom ou puxêrom em teia de juizo o evidente carácter ideológico da agressom, dando como única válida a versom policial.

- Assinalamos a inactividade e desinteresse da polícia, que a mais dum ano da tentativa de incêndio de A Revira nom fixo o mais mínimo esforço por esclarecer a autoria deste e o resto dos ataques contra o local social. Além do mais, permite que o agressor do jovem antifascista, recentemente detido, se enfrente só a um delito de lesons quando a punhalada foi à altura do coraçom e pulmons sendo claramente umha tentativa de assassinato. Por outra banda, negárom o corte fascista da agressom desde o começo, botando terra sobre as fontes que afirmavam que parte dos fascistas eram militares. Gostariamos de ver qual seria a reacçom se o apunhalado fosse um militar, ou a tentativa de incêndio numha comisaria.

- Especial atençom merece a atitude do concelho e as forças políticas governantes (BNG-PSOE), as quais guardam um oportuno silêncio. A sua polícia local, maliá as contínuas patrulhas na procura de faixas, concentraçons ilegais e jovens bebendo nas ruas; também demonstrou a sua ineficência. Ou é passotismo?

- Todo elo demonstra umha clara sintonia entre a Subdelegaçom do governo, a polícia nacional, a polícia local e o Concelho; que som os primeiros em condenar e reprimir toda actividade de esquerda. É inexcusável que se multe com centos e miles de euros por pintar nas paredes e anúncios publicitários, beber álcol na rua, concentrar-se sem permisso, manchar stands do exército ou corear determinadas consignas em manifestaçons e estádios; e que umha tentativa de homicídio atinja semelhante impunidade.

- Somos conscientes de que as bases militares da BRILAT em Figueirido e a naval em Marim som um caldo de cultivo ideal para a criaçom destes grupos fascistoides, e denunciamos o papel que o exército espanhol cumpre fomentando a ideologia que impulsiona situaçons como esta.

Por todo o anterior, reivindicamos:

- Posicionamento público do Concelho e de todas as forças políticas com ou sem representaçom na Cámara sobre os diferentes ataques fascistas.

- Cese da impunidade policial para a extrema-direita na comarca.

- Início de investigaçons rumadas a descobrer as pessoas que atacárom o Local Social A Revira.

- Revisom da acusaçom ao elemento fascistoide que apunhalou ao companheiro, e enfrentá-lo a um cargo de homicídio em grau de tentativa.

Estes últimos som dias para nom esquecer, e para tomar as ruas. Passa um ano e quatro dias do assassinato de Carlos em Madrid, hoje mesmo poderiamos ter um jovem morto na nossa cidade, e já seja noutro país ou no nosso próprio, a resposta antifascista deve ser contundente, popular, e inequívoca: Se há quem deve avergonhar-se e temer a rua som eles, os cachorros do fascismo no 36 e do neofascismo de 2008.

É por isso que temos a firme convicçom de fazer da nossa cidade um espaço netamente da esquerda, de reivindicar a rua como o nosso lugar, e de declarar bem alto e forte:

PONTE VEDRA 100% ANTIFASCISTA!
NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!
VIVA A ACÇOM ANTIFASCISTA!

 

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