Primeira Linha vai comemorar 50 números de Abrente, a publicaçom comunista galega mais lida

21 de Novembro de 2008

Em poucos dias, a publicaçom trimestral do nosso partido, Abrente, estará novamente na rua e na rede, com um número especial para comemorar os 50 desde que, em 1996, saiu o primeiro número da que hoje é a publicaçom comunista galega mais lida. Se bem a ediçom em papel tem umha tiragem modesta, de 3.000 exemplares, a distribuiçom fundamental de Abrente é já a digital, cujos acessos se contam por dezenas de milhares (40.000 no caso do número 48).

Ceia-Acto Político-festa

Coincidindo com a saída do número 50, o nosso partido vai convidar todos e todas as mais de 130 colaboradoras que já escrevêrom no periódico do nosso partido a umha ceia de confraternizaçom na capital da Galiza. Será no dia 20 de Dezembro e, com todos e todas as que puderem acompanhar-nos na celebraçom, juntaremo-nos numha velada que, além da refeiçom, incluirá intervençons políticas e música ao vivo.

Como parte da comemoraçom, a Abrente Editora ultima a publicaçom de um livro de ediçom nom venal que reproduz as capas e umha selecçom de artigos publicados desde 1996 até hoje nas páginas do periódico comunista do nosso partido. A ediçom limitada será repartida como presente às e aos camaradas, companheir@s e amig@s que nos acompanharám nesta comemoraçom independentista e comunista.

Galiza em tinta vermelha

Com modéstia, mas também com orgulho, o colectivo de mulheres e homens que neste treze anos, figérom, figemos possível que trimestre a timestre o Abrente estivesse presente nas ruas, nas mobilizaçons, nas luitas da nossa classe e do nosso povo, convertendo-se num jornal comunista consolidado e lido, queremos manifestar a nossa satisfaçom por termos contribuído para fazer realidade o que inicialmente nom passava de um bonito sonho.

Quando, na Primavera de 1996, um reduzido grupo de mulheres e homens, com mais audácia e voluntarismo que meios e tropa, discutia a preparaçom e ediçom do jornal do nosso projecto revolucionário marxista de libertaçom nacional, estávamos plenamente convencid@s da necessidade de editar um vozeiro para organizar e agitar, para informar e denunciar, para orientar e formar militantes comunistas.

Naquela altura fôrom propostos dous nomes: Fenda e Abrente. Finalmente, inclinamo-nos polo segundo cabeçalho. Optamos pola clareza que precede o nascer do dia, pola madrugada de aroma e montanha, pola juventude sem complexos de infinitos horizontes, por ser começo de épocas, por crepúsculo matutino que dá passagem a umha nova jornada de sol e brisa fresca. E assim, no Dia da Pátria de 1996, foi iniciada, entre enorme surpresa e expectaçom, a distribuiçom dos três mil exemplares.

Mudanças permanentes na trajectória

O jornal foi acompanhando sempre o desenvolvimento partidário. Assim, desde o número 11, após o especial que inicia a segunda jeira, o jornal passa a empregar exclusivamente a ortografia histórica galego-portuguesa.

Os permanentes reajustamentos que Primeira Linha aplica na sua táctica aparecem reflectidos nas páginas. O mesmo acontece com as melhorias técnicas, a maquetaçom e o desenho, procurando ser um jornal vanguardista e inovador, logrando combinar os artigos e a reflexom de fundo, mais ideológicos, com um desenho atraente que estimule a leitura.

E o Abrente, apesar de ser o vozeiro oficial de um partido comunista, sempre mantivo abertas as suas páginas a outras vozes da esquerda nacional e internacional, sendo inéditos a prática totalidade dos centos de artigos e textos dos mais de 130 colaboradores e colaboradas.

O nosso periódico está indissoluvelmente unido à história mais recente da esquerda independentista, mas também a boa parte dos melhores episódios da resistência nacional, da luita anticapitalista e popular, aos combates da Galiza rebelde. Este era um dos principais objcectivos quando há agora pouco mais de umha dúzia de anos alteramos o panorama informativo da esquerda nacional galega, na altura caracterizado por ser um autêntico ermo. Nengumha organizaçom mantinha umha imprensa estável. A nossa saída estimulou outras publicaçons que estavam congeladas, assim como a importáncia e actualidade da concepçom leninista do jornal revolucionário como organizador colectivo.

Comemoramos a ediçom do número 50 com a alegria de termos ultrapassado todo o tipo de entraves e obstáculos, de incompreensons e difamaçons, mas com a enorme satisfaçom de termos conseguido um progressivo e permanente aumento no número de leitores e leitoras que, ou bem em papel, ou sobretodo na ediçom digital, acompanham com atençom a sempre pontual saída do Abrente.

Com idêntica ambiçom e vontade de superaçom que provocou o nosso nascimento, entre os nossos objectivos nom só se acha melhorar conteúdos e colaboraçons, também reduzir periodicidade e aumentar o número de páginas. O desenvolvimento do movimento revolucionário galego condicionará a sua viabilidade. Pois, no fim de contas, contribuir para o sucesso da Revoluçom Galega é a nossa verdadeira razom para existir.

 

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