Fidel Castro analisa destruiçom do meio natural

Vista dos campos petrolíferos de Alberta, no Canadá, referidos por Fidel neste artigo

17 de Dezembro de 2008

Reproduzimos o texto de opiniom publicado na revista Cubadebate, assinado polo revolucionário cubano Fidel Castro, dentro da série conhecida como 'Reflexons do companheiro Fidel', dedicado nesta ocasiom à destruiçom do meio natural pola actividade capitalista.

 

A injustificável destruiçom do meio ambiente

Pode a sociedade capitalista evitá-la? As notícias que chegam relativamente ao tema nom som encorajadoras. Em Poznam analisa-se o projecto que será apresentado em Dezembro do próximo ano em Copenhaga, onde se discutirá e aprovará o Convénio que substituiria o de Quioto.

A Comissom que preside a elaboraçom do mesmo está dirigida por Al Gore, o ex-candidato presidencial dos Estados Unidos que foi fraudulentamente derrotado por Bush nas eleiçons de 2001. Os que o elaboram colocam toda a esperança em Barack Obama, como se ele pudesse mudar o curso da história.

Um exemplo que ilustra isto procede do Canadá.

Um artigo da BBC Mundo, intitulado “Febre petrolífera no Canadá”, assinala que “a área que é explorada nestes momentos é de 420 km², mas o governo de Alberta cedeu às empresas petroleiras quase 65.000 km². A área de reservas exploráveis é de 140.000 km², mais ou menos o tamanho do Estado da Flórida.

“Do ar vê-se como as minas transformárom a floresta numha paisagem lunar, de crateras e lagos com grandes colunas de fumaça, que criam enormes nuvens na atmosfera. Todo isto acontece numha regiom longínqua de Alberta.”

Noutra parte o artigo refere: “… os principais actores neste momento som Suncor, Syncrude e um consórcio encabeçado pola Shell, porém cada vez há mais investidores estrangeiros interessados em entrar nesse negócio.”

“…a falta de resposta por parte do governo significa que nom se fijo o suficiente para contra-arrestar os efeitos no ambiente.”

“…o Conselho do Cancro de Alberta tem prevista a publicaçom de um relatório sobre o tema no início deste ano; 500 patos que chegárom a umha poça de areia e óleo em Syncrude morrêrom… O governo abriu umha investigaçom. Qualquer que for o resultado dessas investigaçons, parece que a oposiçom à exploraçom das areias oleosas vai continuar crescendo.”

El País, jornal espanhol, comunica que “…as estimativas do organismo dependente da OCDE (Organizaçom de Cooperaçom e Desenvolvimento Económicos) tomam como ponto de partida as prediçons do FMI, que apontam para umha paulatina recuperaçom da economia global a partir do segundo semestre de 2009, quando a produçom mundial de petróleo atingirá 86,3 milhons de barris diários”

Esse mesmo órgao espanhol de imprensa publica que “o director do Departamento de Mudança Climática da China deseja deixar bem claro que Pequim apenas limitará as suas emissons em troca de muito investimento e patentes de tecnologia limpa. A sua assinatura é imprescindível para que os 187 países reunidos na cidade polonesa avancem num protocolo que substitua o de 1997. Obama atrasa em 20 anos a luita contra a mudança climática.”

Outro telex da agência NOTIMEX, com data 13 de Dezembro, explica que

“…a colossal fraude de Wall Street levada a cabo polo ex-chefe da empresa Nasdaq, Bernard L. Madoff, causa perdas milionárias em Espanha”, segundo salientou hoje o jornal Expansión, especializado em assuntos económicos

“…Nesta sexta-feira um dos maiores escándalos em Wall Street” — continua o telex — “foi descoberto depois que prendêrom o ex-chefe da empresa Nasdaq, Bernard L. Madoff, por participar numha fraude com um fundo de investimento que pode atingir os 50 bilions de dólares.”

“…Madoff, ex-presidente fundador do Nasdaq Stock Market, foi detido na noite de quinta-feira, depois que o seu próprio filho denunciou perante autoridades federais que seu pai conduzia o que qualificou como ‘enorme fraude piramidal’.

“…Sob este esquema, só os primeiros investidores obteriam lucros dos seus investimentos, deixando o resto com perdas que, de conformidade com a Procuradoria Federal em Nova York, poderiam alcançar a citada quantidade.”

Outra notícia da agência Reuters, da mesma data, cita:

“…O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está considerando um plano para reactivar a economia do país que poderia ter um valor muito maior do que as estimativas prévias…, dixo no sábado o Wall Street Journal.

“…Os assessores de Obama, que até há duas semanas estavam analisando um pacote de 500 bilions de dólares, agora consideram 600 bilhons (por ano) durante dous anos ‘umha estimativa num patamar muito mais baixo do que se necessita, informou o jornal.

“…O montante fiscal do plano seria de um trilhom de dólares durante esse período, dada a deterioraçom da economia.

“...Membros da equipa de Obama evitaram fazer referência dos artigos de imprensa que especulam sobre o montante do eventual pacote que o democrata lançará umha vez que no dia 20 de Janeiro assuma a presidência dos Estados Unidos.”

O contexto vê-se ainda pior quando as informaçons chegam através das agências de notícias anunciando todo o tipo de problemas que vam da falência da indústria do automóvel derivada da crise financeira, até os desastres naturais, passando polo custo crescente dos alimentos, a fame, a guerra e outros muitos acontecimentos.

O problema é que já nom existe espaço habitável no nosso planeta para distribuir. O último foi a Austrália, da qual o Reino Unido se apoderou em 19 de Janeiro de 1788.

Há muito tempo que o meio ambiente está comprometido. Poderá a nossa espécie ultrapassar essa barreira?

Fidel Castro Ruz, Havana, 15 de Dezembro de 2008

 

Voltar à página principal