Galiza deu a cara contra o fascismo

9 de Fevereiro de 2009

Dez companheiros e companheiras detidas é o balanço repressivo de umha jornada em que o mais digno da Galiza contestou nas ruas da nossa capital histórica o hegemonismo espanhol. Grupos ultras diversos, com o apoio do Partido Popular, decidiram que chegara o momento de defender sem máscara a extinçom do galego na terra em que nasceu há mais de um milénio.

O desafio estava lançado e foi contestado como devia. Umha resposta diversificada, com elementos de paródia a cargo do ridiculismo, com resistência passiva e protesto pacífico de sectores soberanistas nom domesticados, e fazendo frente às forças de ocupaçom nas ruas da nossa capital, com orgulho de galegos e galegas livres.

A resposta repressiva foi, como quase sempre, brutal. A militáncia do nosso partido, junto a outros companheiros e companheiras, comprovou-no em primeira pessoa. O camarada Carlos Morais, secretário-geral de Primeira Linha e membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular, foi brutalmente espancado pola polícia espanhola, que nom perdeu a ocasiom de ir por ele com toda a força da brutalidade espanhola.

Sofrendo fortes dores e enjoo, o camarada Carlos tivo que ser conduzido polos seus captores a um hospital para que lhe fossem feitas provas médicas para depois ser novamente fechado num calabouço, como os outros e as outras nove detidas.

NÓS-Unidade Popular confirmou num comunicado à noitinha de ontem que ao longo da tarde foi detido um segundo membro da sua Direcçom Nacional, Abraám Alonso, também militante comunista e independentista.

Na hora em que escrevemos estas linhas, dignas luitadoras e luitadores galegos, que enfrentárom cara a cara a repressom sem recuar nem um milímetro, continuam nos calabouços da Polícia espanhola em Compostela. Amanhá serám levados e levadas perante um juiz nos tribunais espanhóis das Fontinhas, em Compostela.

Para as 9 da manhá de hoje foi convocada umha concentraçom que se prolongará todo o tempo necessário até vermos fora as 10 companheiras e companheiros detidos.

Às 8 da tarde, na praça do Toural de Compostela, haverá umha manifestaçom contra a repressom e em prol do nosso idioma.

Também em Vigo e na Corunha fôrom convocadas, às 8 da tarde, concentraçons solidárias, no Marco e no Obelisco respectivamente.

Continuaremos informando pontualmente.

Para além do balanço repressivo, é o momento de manifestar aberta e publicamente que a Galiza terá futuro enquanto tiver dignos filhos e filhas como as que, às dúzias, figérom frente neste dia 8 de Fevereiro à Espanha de sempre: aos fascistas que aspiram a ver desaparecer o nosso povo, a nossa língua, a nossa identidade.

Nom vam consegui-lo. Apesar da cobardia do autonomismo colaboracionista do Bloque, das condenas da Mesa aos agredidos convertidos em "violentos", este 8 de Fevereiro foi umha jornada histórica que reafirma o caminho da unidade e a luita como o que nos conduzirá à vitória: à independência, ao socialismo, a umha Galiza que poda viver livre e plenamente em galego.

O presente é de luita. O futuro é nosso.

 

 

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