Euskal Herria: três entidades independentistas ilegalizadas em três dias

19 de Setembro de 2008

Proibido ser independentista e organizar-se como tal. Essa poderia ser a letra da Lei de Partidos que o governo espanhol, através do poder judicial que controla, está a utilizar indiscriminadamente contra um amplo sector da sociedade basca, ilegalizando organizaçons políticas e metendo mais e mais bascos e bascas nos cárceres.

Em três dias, ANB, o movimento pró-amnistia e EHAK fôrom unanimente ilegalizados polos membros do Supremo Tribunal espanhol nos últimos três dias, pondo de manifesto que o poder político ordena ao seu braço legal a perseguiçom política aos 'inimigos de Espanha' em funçom dos cálculos repressivos na 'guerra do norte'.

A resposta da esquerda abertzale está a ser serena, como corresponde a um movimento com umha longa trajectória de luita contra a ditadura franquista primeiro e contra o espanholismo dos herdeiros do generalíssimo fascista depois. Umha multitudinária conferência de imprensa na vila basca de Usurbil serviu ao independentismo basco para manifestar a determinaçom de manter o trabalho político por um novo quadro político que permita exercer aos bascos e às bascas o seu legítimo direito de livre determinaçom.

As e os comunistas galegos manifestamos a nossa solidariedade com a esquerda abertzale basca e, mais umha vez, reclamamos ao bando espanhol que a violência estatal contra o povo basco dê passagem a umha distensom que permita abrir um novo cenário em que se fale de política e se resolva o conflito basco-espanhol em termos democráticos: garantindo que o povo basco pode decidir o seu futuro.

É o medo à decisom soberana desse povo que leva à loucura repressiva que aplica o Estado espanhol, que só serve para prolongar o conflito e provocar mais sofrimento nas sociedades espanhola e basca.

 

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