Bolívia proclama-se 3º país latino-americano livre de analfabetismo

21 de Dezembro de 2008

Neste sábado, dia 20 de Dezembro, a Bolívia converteu-se oficialmente no 3º país da América Latina livre de analfabetismo, após 33 meses de campanha dirigida polo método audiovisual cubano Yo sí puedo. Fôrom 819.417 bolivianos que aprendêrom a ler e escrever, num total de 824.101 analfabetos no país, durante a campanha lançada polo presidente Evo Morales desde o terceiro mês do seu governo.

A Bolívia segue assim o exemplo da Venezuela (2005) e de Cuba (1961), em vanguarda do combate ao analfabetismo, mal endémico do capitalismo no continente americano.

O ministro da Educaçom, Roberto Aguilar, considerou no acto de comemoraçom a erradicaçom do analfabetismo como ''um dos principais acontecimentos da história republicana'' do país, lembrando que outros governos tentárom alcançar essa meta e atribuiu os fracassos anteriores, na maioria, à ''falta de vontade política''.

A campanha de alfabetizaçom atingiu os 327 municípios dos nove departamentos bolivianos, incluídas regions remotas, carentes de energia eléctrica e cidadaos com deficiências. Fôrom usadas 8.350 salas de aula iluminadas com energia solar, onde nom havia electricidade, e lentes especiais para os deficientes visuais.

Alfabetizaçom nas línguas indígenas

As populaçons indígenas fôrom alfabetizadas nas suas línguas maternas – principalmente aimará e quechua, seguindo um empenhamento expressa de Evo Morales, que é da etnia aimará.

O movimento tivo apoio de Cuba e da Venezuela. ''Foi um esforço humano, de todos os dias, em três anos, de luitar junto com os participantes do programa e erradicar o analfabetismo na Bolívia'', dixo o coordenador da assessoria cubano-venezuelana do Yo sí puedo, Javier Labrada.

Desde os primeiros dias do novo governo progressista, Evo solicitou um convênio de colaboraçom com Cuba para empreender a campanha. Os 128 colaboradores cubanos e 47 venezuelanos que participaram tivérom o apoio de 60.000 colaboradores bolivianos e bolivianas. O movimento mobilizou cámaras municipais, igrejas, activistas sociais, professorado, entidades de bairro e ONGs.

 

Voltar à página principal