BRIGA reuniu pola terceira vez o seu Congresso Nacional

20 de Janeiro de 2009

A organizaçom juvenil em que a militáncia do nosso partido fai o trabalho específico no seio da juventude trabalhadora, BRIGA, realizou no último fim de semana o seu III Congresso Nacional, que coincidiu com umha visível progressom quantitativa e qualitativa da mesma no seio do movimento juvenil galego.

Tendo recebido o convite o Comité Central do nosso partido, o camarada Carlos Morais, secretário-geral de Primeira Linha, participou no acto de encerramento da reuniom do máximo organismo da entidade juvenil independentista, que em anos anteriores tinha reunido em Ferrol e a Corunha.

No site de BRIGA está disponível umha crónica política dos trabalhos desenvolvidos ao longo do dia 17 de Janeiro em Compostela, que incluírom a análise da actual crise sistémica capitalista e do próprio movimento juvenil e popular galego. A intervençom da militáncia independentista nesse movimento e a específica luita das moças trabalhadoras galegas completárom os debates, dando passagem à eleiçom do novo organismo de direcçom que assumirá a liderança de BRIGA no próximo ano.

Além do nosso partido, outras delegaçons convidadas participárom na sessom de encerrramento: NÓS-Unidade Popular, AGIR, Siareir@s Galeg@s, Isca!, AMI e AGAL, além das saudaçons remetidas por outros colectivos galegos e internacionais.

Reproduzimos a seguir as palavras do secretário-geral de Primeira Linha no acto de encerramento do III Congresso dos companheiros e companheiras de BRIGA:

 

Quando há agora mais de cem anos, entre o outono de 1901 e o inverno de 1902, Lenine redigiu o Que fazer? Problemas candentes do nosso movimento, o texto que define os principais parámetros e coordenadas do que deve ser umha organizaçom revolucionária de vanguarda e de combate, Vladimir Ilich deixou bem clara a importáncia decisiva da teoria, desse conhecimento rigoroso da realidade na que se pretende incidir para poder transformá-la.

Quando lim com atençom, quando estudei as teses deste III Congresso, constatei a vossa enorme capacidade de compreensom, de interiorizaçom, da importáncia da teoria para a construçom, desenvolvimento e avanço do movimento revolucionário galego.

Os documentos que hoje acabades de debater e aprovar som a mais palpável mostra da madurez da juventude revolucionária galega enquadrada em BRIGA.

Frente a essas teses que como más fotocópias a preto e branco, sem suficiente toner, sempre imprimidas sobre papel húmido, mil vezes repetidas, carentes de rigor e criatividade dialéctica, pragadas de tópicos, fetiches e superstiçons, a que nos tinham habituados (e continuam) as velhas entidades da juventude independentista, BRIGA apresenta umha análise de enorme qualidade e lucidez sobre a principal tarefa que hoje tem a esquerda independentista galega e o movimento revolucionário a escala mundial: compreender o que está a acontecer diante dos nossos olhos para aproveitar a fundo as condiçons objectivas e subjectivas que provoca a crise global do capitalismo na morfologia de classes galega, para assim fortalecer a organizaçom revolucionária da classe operária, neste caso da juventude proletária e trabalhadora da Galiza, como condiçom imprescindível para promover luitas e combates.

Nom há dúvida que vós sodes o futuro imediato do movimento de libertaçom nacional galego.

Sodes a genuína escola dos quadros políticos e sociais que devem espalhar a revolta polos centros de trabalho e de ensino.

Mas, para avançar com maior dinamismo e velocidade nesta direcçom é imprescindível umha militáncia bregada nas luitas, forjada a ferro e lume no combate contra as forças de ocupaçom, contra o patronato, contra o patriarcado e o poder adulto.

Som necessári@s activistas formados ideológica e politicamente. Que emprestem atençom e dediquem tempo ao estudo tal como Marx, Engels, Lenine e o Che nos ensinárom.

Eis alguns dos exemplos a seguir. Nom é fácil. Mas algum dia, nalgumha etapa da história da luita de classes foi fácil ser revolucionári@?

Há algo mais de quatro anos, quando foi necessário dotar a nova esquerda independentista de um referente juvenil de classe, todo tipo de apreciaçons, na maioria dos casos pouco amigáveis e carinhosas, manifestárom que nom havia espaço para umha nova organizaçom juvenil. Mas a realidade constatou o erro dessas infámias com clara intencionalidade de intoxicar.

Hoje clausurades o III Congresso. Muitas caras novas ateigam esta sala. Eis a constataçom de que ides, de que vamos por bom caminho.

Mas BRIGA nom é umha organizaçom juvenil comparável com as existentes nesse amplo espaço do soberanismo galego. Nom sodes nem podedes ser homologáveis ao resto de siglas mais ou menos conhecidas.

A independência de classe,

a intransigêcia frente a aparente radicalidade dos vácuos e erráticos discursos e práticas da pequena burguesia,

a combatividade frente à comodidade, o derrotismo e a fadiga,

som os eixos do vosso, do nosso projecto revolucionário socialista.

Guiad@s com este gps e com a arma secreta da coesom, da disciplina e unidade interna sobre princípios firmes e sólidos que nos ensinou o falecido, mas sempre connosco, camarada Francisco Martins Rodrigues, há neste país milhares de coraçons e cérebros que ganhar para a Revoluçom Galega.

Traçar umha linha intransigente, inegociável -como todos os princípios- sobre o carácter de classe da nossa luita independentista e socialista, som, junto com umha coerente acçom teórico-prática os principais sinais de identidade da nosso movimento.

 

Enquanto se realiza este acto a resistência palestiniana combate ferozmente as forças ocupantes nazi-sionistas nas ruas de Gaza, enquanto realizamos este acto político a insurgência colombiana hostiga ao exército do regime narco-terrorista nas selvas e cidades, a resistência iraquiana e afgá livra batalhas contra as forças de ocupaçom ocidentais;

nestes momentos milhares de combates contra o imperialismo e o capitalismo se travam nos mais recónditos pontos do planeta.

Nós aqui nesta pátria da imensa humanidade chamada Galiza fazemos nossos todos esses combates pois fazemos parte da mesma barricada contra a exploraçom e a opressom.

 

O nosso movimento tem diante de si reptos imediatos que deve superar com êxito.

No dia 4 de Fevereiro o fascismo espanhol vai julgar a Alex e Santi no seu tribunal de excepçom por exercer a liberdade de expressom de galegos livres; dias despois esse mesmo fascismo provoca-nos nas ruas de Compostela no maior desafio à Naçom dos últimos trinta anos; posteriormente temos umha batalha eleitoral, um congresso sindical...

Ali estaremos, ali nos veremos, pois fazemos parte de um mesmo movimento bem coordenado e sincronizado.

 

Há exactamente 90 anos e dous dias morria assassinada pola social-democracia, nas ruas de Berlim, Rosa Luxemburgo junto com Karl Liebknecht, num dos episódios mais odiosos e desprezíveis da colaboraçom do reformismo com a reacçom. Naquela altura, quando formulou a disjuntiva de Socialismo ou Barbárie, Rosa nom podia imaginar o grau de brutalidade que podia atingir o capitalismo. Nunca na história da humanidade houvo tanta dor, injustiça, fame, violência, destruçom, como na actualidade.

Chegou a hora de combater sem trégua o colaboracionismo de classes das distintos pelajes do reformismo, o pseudo-pacifismo das ONGs e chiringuitos financiados polo sistema para amortecer e adormecer a revolta, para desviar energias.

Hoje, frente ao que está a acontecer neste país, nom mais alternativa que aprofundar na luita por um Estado galego plenamente soberano de orientaçom socialista. Frente à dependência espanhola nom há falsas alternativas intermédias. Frente a miséria a que nos condena o neoliberalismo nom há alternativas de capitalismo de rosto humano nem trapalhas desse estilo.

Hoje Gaza necessita armas, nom boas palavras. Hoje Galiza necessita que novas geraçons de revolucionárias e revolucionários inclaudicáveis, despreendidos de complexos atávicos, sem as limitaçons de anoréxicos adn's.

Som imprescindíveis novas e amplas fornadas de combatentes que empregando a força das ideias e da luita cumpram o papel histórico que a Pátria e a Classe Obreira precisa.

Nom há mais alternativa que Comunismo ou Caos!!

Viva BRIGA!

Viva a Revoluçom Galega!

Pátria, Socialismo ou morte!

Carlos Morais

Compostela, 17 de Janeiro de 2009

 

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