Agressom policial à vizinhança oposta à base militar da Brilat

8 de Dezembro de 2008

Centenas de pessoas protestárom nesta manhá diante da porta da Base General Morillo da BRILAT em Ponte Vedra, polo alargamento da faixa de segurança decretado polo Ministério espanhol da Defesa. A manifestaçom coincidia com a celebraçom militar da festa da Imaculada, padroeira desse corpo de elite do exército espanhol.

A aprovaçom da faixa supom a obrigaçom das vizinhas e vizinhos para pedirem licença perante o Ministerio de Defesa para qualquer obra dentro das suas propriedades, o destroço de enormes áreas de monte comunal e umha agressom ao nosso património cultural, pois na zona há petróglifos e mámoas afectados polas obras.

O ambiente foi aquecendo pola presença de várias carrinhas da polícia de choque da Guarda Civil, da Polícia espanhola e da Polícia Militar, sendo agredidas várias das pessoas presentes, e umha delas levada ao hospital de ambuláncia.

Fernando Pintos, porta-voz da vizinhança, lembrou que os problemas com a Brilat venhem de longe, desde a sua fundaçom e posterior translado a Figueirido, mas que desta vez nom se pode deixar o futuro dos filhos e filhas hipotecado por esta presença militar na zona. Advertiu que a de hoje só é o começo das mobilizaçons contra esta faixa de segurança, fazendo um apelo para que as convocatórias sucessivas sejam maiores que a de hoje.

A administraçom espanhola imposta no nosso país continua a mostrar-se como o que sempre foi: umha força alheia disposta a impor-se por qualquer meio no que consideram terra submetida. O alargamento do chamado perímetro de segurança para o quartel militar de Figueirido provoca a lógica resposta de cententas de vizinhos e vizinhas que se manifestam pacificamente em defesa de direitos fundamentais que serám violados polo Ministério da Defesa, o que já aconteceu hoje com a resposta repressiva habitual dos governos espanhóis contra o nosso povo.

Tal como se lia nalguns cartazes segurados pola vizinhança, 'o monte é nosso'. De Primeira Linha manifestamos o total apoio aos protestos populares e apostamos na continuidade dos mesmos até derrotar as posiçons do militarismo espanhol e dos seus chefes políticos.

 

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