Movimentos sociais galegos saem à rua em plena campanha por "terra viva e vida digna"

15 de Fevereiro de 2009

Vários milhares de pessoas marchárom hoje polas principais ruas de Compostela convocadas pola plataforma de colectivos sociais Galiza Nom se Vende, para denunciar as políticas agressivas com o meio natural galego por parte dos sucessivos governos.

Além do tradicional canto de "Governe quem governe, Galiza nom se vende", nesta ocasiom incidiu-se na falta de alternativa entre as três principais organizaçons políticas, com cartazes alusivos como o da fotografia acima.

Numerosas faixas seguradas por activistas de conflitos comarcais e locais de todo o país manifestárom-se coreando palavras de ordem referidas a conflitos concretos como o da planta de gás de Reganosa em Mugardos, contra os planos aqüícolas, contra o plano eólico, contra o plano mineiro e contra os portos desportivos, entre outros.

Entidades culturais, centros sociais, colectivos ecologistas e militantes da esquerda social e política coincidírom na convocatória de hoje, incluída a esquerda independentista, cujas organizaçons apoiárom a iniciativa. O continuísmo neoliberal das políticas aplicadas polos governos autonómicos ficou patente num berro: "Bloque, PSOE, PP, a mesma merda é!", umha actualizaçom do historicamente cantado nas manifestaçons nacionalistas contra as forças de obediência espanhola. Também o vídeo eleitoral pró-Quintana foi lembrado nas ruas de Compostela, com umha ligeira modificaçom: "Eu nom sou Anxo Quintana!".

O BNG parece ter ganho já a duvidosa honra de integrar o grupo dos partidos enfrentados aos interesses da maioria social galega, tal e como ficou encenando na manifestaçom de hoje.

Além do mais, confirma-se a existência de umha corrente de fundo para a conformaçom de umha oposiçom de esquerda à margem do controlo e a iniciativa do reformismo autonomista, hoje integrado nas instituiçons capitalistas que negam a nossa soberania nacional e os nossos direitos sociais.

 

 

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