Compostela: concentraçom soberanista reivindicou autodeterminaçom para a Galiza

6 de Dezembro de 2008

A chuva contínua nom evitou que umhas 150 pessoas se concentrassem hoje, sábado, às 13h30 na praça do Toural da capital da Galiza para reivindicar o direito colectivo do nosso povo ao exercício da autodeterminaçom nacional.

A iniciativa de Causa Galiza, de carácter suprapartidário, agrupou galegos e galegas sem militáncia e outras que participam em organizaçons políticas e movimentos sociais diversos, coincidentes todas na necessidade de dizermos nom à Constituiçom monárquica espanhola de 1978 e na inadiável reclamaçom de autodeterminaçom nacional para a Galiza.

A grave situaçom da língua, a crise sistémica capitalista, as agressons às mulheres e o colapso ambiental que paira sobre o futuro do planeta fôrom alguns aspectos lembrados no manifesto lido por um trabalhador do metal viguês, que também denunciou as ajudas públicas ao capital financeiro enquanto a classe operária enfrenta o impacto verdadeiro da crise actual.

Por segundo ano consecutivo, Causa Galiza saiu às ruas galegas para manter na ordem do dia a nossa autoderminaçom nacional, quando as instituiçons e partidos pró-sistema (PP, PSOE e BNG) preparam umhas eleiçons autonómicas que darám passagem, com toda a probabilidade, a umha reforma estatutária que tentará manter a dependência e integraçom obrigatória da Galiza na Espanha monárquica e capitalista.

Reacçom espanhola reclama novas restriçons constitucionais

Coincidindo com o trigésimo aniversário da constituiçom de 78, representantes políticos dos principais partidos espanhóis reclamárom reformas restritivas no texto fundamental do regime actual. Foi o caso de Rajoi, que dixo que "algumha modificaçom haverá que fazer", e insistiu na posiçom de negar qualquer direito às naçons sem Estado submetidas à soberania espanhola.

Também do partido governante, se ouvírom vozes qualificadas sobre a necessidade de amarrar mais ao perto os povos nom homologados pola espanholidade. É o caso do ex-presidente Alfonso Guerra, que numha entrevista publicada polo jornal El País propom derrogar o artigo 150.2, que afirma literalmente que "o Estado poderá transferir ou delegar nas Comunidades Autónomas, mediante Lei Orgánica, faculdades correspondentes a matéria de titularidade estatal que pola sua própria natureza forem susceptíveis de transferência ou delegaçom. A Lei preverá em cada caso a correspondente transferência de meios financeiros, bem como as formas de controlo que o Estado reservará para si ").

Por enquanto, a falta de acordo entre os diversos sectores oligárquicos e do poder político sobre o alcance da contra-reforma constitucional tem evitado esse passo, que periodicamente é reclamado por dirigentes políticos e institucionais espanhóis.

 

Voltar à página principal